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Batalha de Copenhague, 2 de abril de 1801


Batalha de Copenhagen 1801

Navios grátis vs bloqueioNeutralidade armadaExpedição planejada e objetivosViagem a CopenhaguePlanos de batalhaAs frotasA batalhaO olho cegoRescaldo em CopenhagueOs resultados mais amplos

Navios grátis vs bloqueio

Uma das grandes controvérsias da guerra naval sempre foi sobre o direito de nações comerciais neutras durante os tempos de guerra. A posição britânica sempre foi que negar a seus inimigos seu comércio era uma parte legítima da guerra. Como potência naval, o bloqueio era uma parte fundamental do planejamento britânico para qualquer guerra.

Em contraste, a maioria das potências neutras sustentadas pela teoria dos navios livres e do comércio livre - navios neutros deveriam ter permissão para continuar normalmente, protegidos por sua bandeira ou, se necessário, por sua frota.

A situação ficou ainda mais complicada pelos padrões comerciais aceitos do período - o comércio genuinamente livre era raro em tempos de paz. A opinião jurídica tendia a dividir o comércio durante a guerra em duas categorias - comércio que era permitido em tempos de paz e comércio que não era. A maioria dos países restringia o comércio com suas colônias a seus próprios navios - colônias francesas, navios franceses - mas durante a guerra estavam dispostos a permitir que navios neutros assumissem parte do risco do comércio. A Grã-Bretanha, como potência com maior probabilidade de bloquear o comércio, não estava disposta a permitir esse comércio.

Outro problema foi a definição de contrabando. Na época das guerras revolucionárias e napoleônicas, a Grã-Bretanha operava uma ampla definição de produtos contrabandeados que incluía quase tudo que pudesse ajudar o inimigo. As nações comerciais neutras, incluindo as nações bálticas que logo se envolveriam na neutralidade armada, tendiam a uma definição mais restrita, que excluía a maioria dos estoques navais.

Alguns países tendiam a adaptar qualquer atitude adequada às suas alianças na época. Os Estados Unidos têm sido particularmente propensos a mudar sua posição nesta questão dependendo de seu envolvimento na guerra em questão, apoiando o livre comércio enquanto neutro, e o direito de bloqueio quando envolvido em qualquer guerra. Nessa época, a posição americana era fortemente pró-comércio livre, uma importante contribuição para a eclosão da guerra em 1812.

A Grã-Bretanha insistiu no direito de "visitar e pesquisar" navios no mar. Esse direito era uma parte absolutamente essencial de qualquer política de bloqueio naval, mas também era a principal causa de atrito entre a Grã-Bretanha e as potências neutras. Houve um consenso jurídico generalizado em toda a Europa a favor deste direito, apoiado pela opinião jurídica francesa, espanhola, suíça e sueca (entre outros).

Isso não significa que não houve oposição. Um contra-argumento comum era que, se os navios estivessem em comboio, uma declaração do comandante da escolta naval de que o comboio não continha mercadorias contrabandeadas deveria ser suficiente. Este princípio era inaceitável para os britânicos, que podiam apontar que nenhum comandante de comboio podia ter certeza absoluta do que os navios transportavam era proteção, mas também achavam que se tratava de um princípio inaceitável. Mesmo que o comandante do comboio fosse honesto, não havia consenso sobre a natureza do contrabando.

Uma série de incidentes envolvendo navios suecos e dinamarqueses trouxeram essa questão à tona. Em janeiro de 1798, um comboio sueco, escoltado por uma única fragata, foi revistado no Canal. A fragata ofereceu alguma resistência - simbólica e como uma questão de honra de acordo com o comandante da fragata. No entanto, quando o comboio foi revistado, uma variedade de provisões navais foram encontradas (incluindo alcatrão, piche e cânhamo). Isso era claramente contrabando para os padrões britânicos, mas, apesar disso, os suecos ainda afirmavam que o comboio não deveria ter sido revistado.

Os próximos dois grandes incidentes envolveram navios dinamarqueses. No final de dezembro de 1799, um navio mercante dinamarquês foi capturado ao largo de Gibraltar, apesar de alguma oposição de uma fragata dinamarquesa. O incidente mais dramático ocorreu em julho de 1800. Foi feita uma tentativa de busca em um comboio dinamarquês ao largo de Ostend. O comandante da fragata de escolta recusou-se a dar permissão e atirou nos navios britânicos quando eles continuaram com as buscas. Isso foi mais do que uma resistência simbólica - houve baixas em ambos os lados - e todo o comboio foi apreendido. Na sequência, o governo britânico tentou manter suas reivindicações legais cruciais, ao mesmo tempo em que mantinha boas relações com a Dinamarca. Os britânicos precisavam de suprimentos navais do Báltico e preferiam manter relações amigáveis ​​com a Dinamarca e a Suécia (nessa época, a Noruega fazia parte da Dinamarca). Esse esforço logo terminou em fracasso.

Neutralidade armada

Em dezembro de 1800, Rússia, Dinamarca, Prússia e Suécia formaram a ‘Neutralidade Armada’. Com efeito, esta era uma aliança destinada a defender seu direito de comércio com os franceses, embora fosse estruturada em termos mais amplos. O principal motor da Neutralidade Armada foi o Czar Paulo da Rússia. Após a batalha do Nilo, ele se juntou à coalizão formada contra a França. Um de seus principais objetivos era ganhar o controle de Malta, para dar à Rússia uma base no Mediterrâneo. No entanto, Malta foi capturada por Napoleão em seu caminho para o Egito. Uma força britânica se estabeleceu para sitiar Malta e, após um longo cerco, os franceses se renderam em setembro de 1800. Já estava claro que a Grã-Bretanha não tinha intenção de entregar Malta aos russos, e o czar Paulo já havia começado a agir contra os interesses britânicos .

Em 27 de agosto, ele fez um apelo à formação de uma Neutralidade Armada. Logo depois, ele mostrou o quão neutro isso seria, ordenando um embargo a todos os navios britânicos. O rei da Suécia, Gustavus IV Adolphus, tinha atingido a maioridade recentemente. Ele era fortemente pró-Rússia, e uma de suas primeiras mudanças foi visitar São Petersburgo. Enquanto estava lá, a ‘Neutralidade Armada’ foi formada.

Tinha cinco objetivos.

  1. Todo neutro seja livre para navegar de porto em porto e nas costas de nações em guerra.
  2. Bens pertencentes a súditos de poderes beligerantes, com exceção do contrabando, devem ser gratuitos em embarcações neutras.
  3. O bloqueio, para ser reconhecido, deve ser exercido de perto.
  4. Os neutros apenas devem ser presos "por justa causa e em vista de fatos evidentes"
  5. A declaração dos comandantes de embarcações armadas que acompanham o comboio de que as cargas não incluem contrabando bastará para impedir qualquer visita de fiscalização.

Isso era totalmente inaceitável para a Grã-Bretanha, onde foi visto como um movimento hostil, na verdade acrescentando as marinhas do Báltico à causa francesa. A Rússia tinha pouco ou nenhum comércio marítimo e, portanto, suas afirmações de defender o comércio neutro eram particularmente pouco convincentes.

Napoleão certamente via isso de maneira semelhante. Ele anunciou que considerava a França e a Rússia em paz e ordenou o fim de todos os ataques a navios russos. Ele pode ter tido em mente a anterior ‘Neutralidade Armada’, formada em 1780, durante a Guerra da Independência Americana. Naquela época, a Marinha Real estava muito sobrecarregada para tomar qualquer ação, e a neutralidade armada atingiu seus objetivos, enfraquecendo gravemente a posição da Grã-Bretanha na guerra. Desta vez seria diferente.

Expedição planejada e objetivos

Uma pequena frota foi enviada a Copenhague em 1800, após a apreensão do comboio ao largo de Ostende. Após a formação da Neutralidade Armada, uma frota mais forte foi montada. Essa frota deveria seguir para o Báltico e interromper a Neutralidade Armada à força. Ele tinha navios de linha suficientes para lutar uma ação de frota completa com qualquer uma das frotas do Báltico, e navios menores o suficiente para atacar uma cidade. Também carregava um regimento de infantaria completo (o 49º), duas companhias de fuzis do 95º regimento e alguma artilharia.

O comando da frota foi entregue ao almirante Sir Hyde Parker, principalmente com base na antiguidade. O terceiro em comando foi o contra-almirante Thomas Graves. No entanto, a estrela da expedição, e o principal motivo de sua fama duradoura, era o segundo no comando. O vice-almirante Lord Horatio Nelson, o herói do Nilo e do Cabo de São Vicente, e o estrategista mais brilhante da marinha, estava na Inglaterra e fora de moda. Ele havia retornado de Nápoles com Lady Emma Hamilton (ou possivelmente o contrário!). O caso deles já era bem conhecido antes de eles retornarem à Inglaterra, e a conduta de Nelson foi considerada totalmente inadequada. O Almirantado sentiu que Nelson precisava ser enviado de volta ao mar o mais rápido possível, e a expedição do Báltico estava próxima. Assim, no início de 1801, Nelson juntou-se à frota de Sir Hyde Parker como segundo em comando.

A expedição tinha três inimigos para enfrentar. Simplesmente por causa de sua posição na entrada do Báltico, os dinamarqueses teriam de ser enfrentados primeiro, provavelmente em Copenhague. Uma vez neutralizados os dinamarqueses, a frota deveria entrar no Báltico, onde seu principal objetivo seria derrotar os russos, vistos como os motores da Neutralidade Armada. A frota sueca seria tratada se tentasse intervir, mas não era o alvo principal.

Viagem a Copenhague

Quando Nelson se juntou à frota no início de 1801, ele encontrou menos ação do que esperava ou gostaria. O almirante Parker tinha pouca experiência recente de ação e passara a maior parte de sua carreira em climas mais quentes. Ele não tinha pressa em entrar no Báltico no inverno. Ele estaria esperando até depois de um baile que sua nova jovem esposa estava ansiosa para assistir, e foi necessário todos os esforços de Nelson para fazer Parker ir embora.

As relações iniciais entre Nelson e Parker eram distantes. Eles haviam servido juntos antes, então não eram estranhos. No entanto, Parker se viu em uma situação embaraçosa. Ele era vinte anos mais velho do que Nelson e era seu oficial superior, mas deve ter ficado claro para ele que Nelson provavelmente dominaria a expedição.

A frota partiu em 12 de março. Nelson ainda não tinha ideia de quais eram os planos de Parker. A lacuna entre eles parece ter sido fechada por um pregado! Parker era conhecido por seu amor pela boa comida, então, quando um dos oficiais de Nelson pegou o peixe, ele foi imediatamente requisitado e enviado para Parker. O presente de peixe parece ter cumprido sua função. Em 14 de março, Nelson recebeu uma nota descrevendo os planos de Parker. Dez dias depois, ele estava disposto a enviar a Parker um memorando expressando suas opiniões sobre como a campanha deveria ser conduzida. Sem surpresa, ele favoreceu a ação ousada.

Quatro dias depois, a frota alcançou o Naze (no extremo sul da Noruega). Nos dois dias seguintes houve fortes vendavais, então em 21 de março Parker ancorou fora do Sound (o trecho de água entre a Suécia e a ilha dinamarquesa da Zelândia, em parte para que sua frota pudesse se reunir e em parte para decidir o que fazer a seguir.

Mapa das abordagens para Copenhague

Parker teve que escolher entre navegar pelo Sound ou pelo Belt (o mar que separa a ilha da Zelândia do continente dinamarquês). O Sound era a rota mais rápida e a água mais segura, mas era guardado por uma fortaleza dinamarquesa em Helsingor (Ellsinore de Hamlet) e uma fortaleza sueca em Helsingborg. Depois de passar essa barreira, a frota estaria a 20 milhas de Copenhague. Em contraste, o Cinturão estava relativamente desprotegido, mas era uma água mais perigosa, especialmente para navios maiores. Era também a rota mais longa, envolvendo uma viagem de pelo menos 320 quilômetros.

A primeira escolha de Parker foi o Belt, mas depois de navegar ao longo da costa da Zelândia, ele decidiu consultar um de seus capitães, que estava familiarizado com o Báltico e com Nelson. O capitão Murrey recomendou o Sound, enquanto a resposta de Nelson foi "Eu não me importo por qual passagem vamos, para que possamos lutar contra eles!".

O pensamento de Nelson neste ponto pode ser visto em sua decisão de transferir sua bandeira da arma 98 São Jorge para a arma 74 Elefante em 29 de março. Enquanto Parker ainda se preocupava em como chegar a Copenhague, Nelson já planejava seu ataque.

Parker agora decidiu usar o Sound, mas primeiro ele abordou o Governador do Castelo de Kronborg (Helsingor) para ver se ele poderia ser persuadido a não atirar. A resposta do governador foi que ele tinha ordens para atirar na frota britânica se ela tentasse passar para o estreito. Apesar disso, às 6 horas da manhã do dia 30 de março, a frota içou âncora e navegou para o estreito.

Uma hora depois, eles foram atacados pelo castelo de Kronborg. No entanto, os canhões suecos na costa oposta permaneceram em silêncio, permitindo que os navios britânicos navegassem fora do alcance dos canhões dinamarqueses. As únicas baixas britânicas ocorreram quando uma arma explodiu enquanto era disparada.

Quatro horas depois de levantar âncora, a frota britânica ancorou em duas linhas entre as ilhas de Van (Hveen) e Amager, no coração do Sound. Uma vez lá, Parker decidiu fazer um reconhecimento das defesas de Copenhague. Na fragata Amazonas, Parker, Nelson, Contra-Almirante Graves (o terceiro em comando) e o Capitão da Frota (Capitão Domett, efetivamente adjunto de Parker), examinaram as defesas dinamarquesas.

Naquela noite, Parker realizou um conselho de guerra em sua nau capitânia. Nelson nunca foi um fã de conselhos de guerra, alegando que eles inevitavelmente levavam à inação. Como ele esperava, vários outros oficiais sugeriram atrasos, apontando todos os tipos de problemas potenciais, desde a força das defesas dinamarquesas até a ameaça potencial da frota russa.

Foi necessário todo o entusiasmo de Nelson para superar esse clima, mas ele o fez. Eventualmente, ele se ofereceu para atacar Copenhague com dez navios da linha e os navios menores. Para seu crédito, Parker aceitou a oferta e deu a Nelson doze navios de linha e controle total sobre o ataque.

Planos de batalha

O plano dinamarquês era simples. Sua frota estava atracada ao longo da costa em Copenhague, transformando seus navios de linha em baterias de armas. Era geralmente aceito que o aumento da estabilidade de uma bateria de armas baseada em terra dava a ela uma enorme vantagem contra os canhões navais. A frota dinamarquesa foi apoiada pela bateria de armas Trekroner (As Três Coroas, assim chamada após a união da Dinamarca, Noruega e Suécia). Esta era uma bateria de arma construída sobre estacas cravadas na costa. Finalmente, havia uma série de baterias de armas fixas construídas em terra. Os dinamarqueses estavam lutando em uma posição muito forte. As frotas britânicas lutando na defensiva resistiram a fortes ataques de posições mais fracas.

O plano britânico era muito mais arriscado. Os navios mais pesados ​​da frota britânica eram grandes demais para tomar parte em qualquer ataque contra a posição dinamarquesa. Nelson solicitou um esquadrão composto de navios de 74 canhões e abaixo. Esses navios podiam operar em águas mais rasas do que os de três conveses, importantes nas águas rasas desconhecidas que defendiam a posição dinamarquesa.

Mapa da área ao redor de Copenhague em 1801

Às 7 da manhã do dia 1º de abril, Nelson explorou o Canal Externo pela segunda vez. Depois de fazer isso, ele fez uma última visita a Parker e, em seguida, às duas e meia, aproveitando uma brisa curta do norte, o esquadrão de Nelson navegou pelo Canal Externo e ancorou ao sul de Copenhague, a duas milhas da frota dinamarquesa.

Uma vez lá, o planejamento detalhado começou. O Capitão Hardy foi enviado em um pequeno barco para fazer sondagens no Canal do Rei. Sob o manto da escuridão, ele conseguiu chegar muito perto da linha dinamarquesa e fazer leituras precisas das abordagens que os britânicos teriam de usar. Suas sondagens sugeriram que a água era mais profunda perto da costa. Infelizmente, esta informação parece não ter sido usada em alguns dos navios, como será visto a seguir.

Enquanto isso, Nelson ditava um plano de ação detalhado. Suas ações antes da batalha de Copenhagen refutam a ideia de que Nelson sempre investiu de maneira imprudente na batalha. Copenhague deu a ele a chance de estudar em detalhes uma posição inimiga e elaborar um plano detalhado para derrotá-los. Ele continuou a ditar esse plano até as primeiras horas da manhã, não parando até uma da manhã, quando seus funcionários começaram a copiar os pedidos.

O plano de Nelson envolvia todos os navios sob seu comando. Sete das fragatas, comandadas pelo Capitão Riou do Amazonas deviam atacar os navios na extremidade norte da linha dinamarquesa e na foz do porto. Capitã Rose do Jamaica, com seis brigs, deveria assumir posição no extremo sul da linha dinamarquesa e varrê-la (fogo ao longo da linha). Os navios-bomba deveriam se posicionar fora da linha principal britânica e lançar seus projéteis por cima dos navios britânicos. As tropas britânicas deveriam capturar as baterias do Trekroner, assim que fossem silenciadas.

Os navios britânicos da linha seguiriam um plano complexo. Cada um dos navios britânicos tinha instruções precisas. A intenção era atacar primeiro o extremo sul da linha dinamarquesa, pois era a parte mais difícil de ser reforçada. O resto da frota deveria passar para estibordo dos primeiros navios e atacar a extremidade norte da linha. Isso era para levar dois dos navios britânicos muito perto dos cardumes de Middle Ground, tirando-os da batalha.

As frotas

As forças de defesa dinamarquesas não podem ser chamadas de frota. A linha de navios atracados ao longo da costa continha sete navios da linha, cada um com os mastros e cordames removidos para torná-los menos vulneráveis. Eles foram apoiados por onze baterias de armas flutuantes. Isso incluía alguns 'hulks' - navios obsoletos da linha que ainda podiam carregar uma bateria forte de armas, navios de transporte e o antigo leste da Índia. Alguns dos onze eram minúsculos - os Élfico era um Sloop de 6 tiros, e nenhum portava mais de 24 armas.

Outra força de navios da linha e fragatas estava ancorada na entrada do porto de Copenhagen, para bloquear qualquer movimento britânico contra o porto. Ao mesmo tempo, o vento fez com que, embora a divisão da frota de Parker não pudesse participar na batalha, esta reserva dinamarquesa também não pôde intervir (Clique aqui para uma lista completa dos navios dinamarqueses).

A frota britânica era forte (clique aqui para uma lista completa dos navios britânicos). Os navios da linha incluíam dois de três conveses (o carro-chefe da Parker HMS Londres e Nelson’s HMS São Jorge) Havia onze navios de 74 canhões, cinco 64s one 54 e um 50, além de sete fragatas. Ciente da necessidade potencial de operar em águas rasas ou bombardear alvos terrestres, a frota continha um número invulgarmente grande de navios menores - saveiros, cutters e escunas, bem como uma força de navios-bomba caso houvesse necessidade de bombardear uma cidade . Esta era uma frota muito capaz, mais forte do que a frota de Nelson no Nilo, embora seu plano em Copenhague não envolvesse os três conveses. Embora isso tenha eliminado apenas dois navios da frota, um deles era sua própria nau capitânia, a São Jorge.

O esquadrão de Nelson, usado no ataque à linha dinamarquesa, consistia em doze navios da linha (sete 74s, três 64s, um 54 e um 50). Ele também tinha fragatas, canhoneiras e navios-bomba da frota. O resto da frota permaneceu com o almirante Parker. Seu papel era bloquear os navios dinamarqueses que ainda estavam no porto de Copenhague e, se possível, atacar as baterias Trekroner na extremidade norte das defesas dinamarquesas. No dia, o vento o impediu de fazer isso.

A batalha

Na manhã do dia 2 de abril, o vento estava na direção correta para que o plano de Nelson fosse executado. Por volta das oito da manhã, os capitães dos navios britânicos receberam suas ordens. Às nove e meia, a frota recebeu ordem de levantar âncora.

Mapa detalhado mostrando a posição dos navios.

À frente da linha britânica estava o Edgar. Ela passou pelos primeiros quatro navios dinamarqueses, trocando tiros, antes de assumir sua posição contra o quinto navio dinamarquês, o Jylland, um navio de linha de dois conveses. O segundo foi o Ardente, que passou pelo Edgar e tomou posição contra o sexto e o sétimo navios dinamarqueses (uma fragata e uma bateria flutuante). o Glatton, comandado pelo infame capitão Bligh, tomou posição contra a nau capitânia dinamarquesa Dannebrog (mais tarde a ser substituído pelo carro-chefe de Nelson, o Elefante. O resto da frota britânica deveria tomar posição de maneira semelhante.

Três dos navios britânicos não entraram em ação. o Agamenon ancorou muito a leste, viu-se incapaz de contornar o cardume e não participou da batalha. Tanto o Bellona e a Russell encalhou no Middle Ground, embora as distâncias envolvidas fossem tão curtas que ambos foram capazes de desempenhar um papel limitado na luta.

Nelson foi capaz de reajustar sua linha para compensar, mas a perda de três navios da linha significou que o chefe da linha, oposto ao Forte Trekroner, estava muito mais fraco do que o pretendido. A linha britânica estava totalmente instalada às 11h30, quando o Desafio tomou posição contra o Trekroner. As fragatas do capitão Riou também acabaram lutando contra o Trekroner.

Os combates em Copenhague foram de altíssimo nível de intensidade. Muitos dos dinamarqueses eram inexperientes, mas estavam lutando perto da terra, para defender sua capital, e com o príncipe herdeiro (o governante efetivo da Dinamarca) observando da costa. Os dinamarqueses foram facilmente capazes de reforçar os navios, até mesmo substituindo o capitão de um navio no meio da batalha.

O olho cego

Depois de três horas de luta intensa, Parker começou a se preocupar. Seu esquadrão ainda estava avançando lentamente para a luta, mas ainda estava longe de ser capaz de desempenhar um papel ativo na batalha. À distância, o fogo dinamarquês parecia não ter diminuído. Três navios britânicos da linha foram encalhados e as fragatas estavam sob o fogo do Trekroner. Parker estava começando a considerar dar o sinal para interromper a ação. O capitão Otway, o capitão da bandeira de Parker, conseguiu persuadir Parker a deixá-lo remar para o Elefante para dar ordens verbais a Nelson, dando-lhe permissão para retirar-se se sentisse necessidade, mas antes que Otway pudesse chegar a Nelson, Parker deu a ordem mesmo assim.

Parker não esperava que Nelson obedecesse automaticamente à ordem. Testemunhas oculares relatam que ele disse ‘se ele estiver em condições de continuar a ação com sucesso, ele a ignorará; se não estiver, será uma desculpa para sua retirada e nenhuma culpa pode ser imputada a ele '. Isso mostra uma boa compreensão do caráter de Nelson, mas não o nervo firme necessário para comandar na batalha. Embora se pudesse confiar que Nelson agiria como Parker pretendia, sempre havia o risco de que seus capitães vissem a ordem e a obedecessem. Foi o que aconteceu com o capitão Riou e suas fragatas.

Localizados na extremidade norte da linha, eles podiam ver o sinal de Parker com bastante mais facilidade do que quaisquer sinais voando no navio de Nelson. Riou não teve escolha a não ser obedecer, mas quando seu navio estava se virando para deixar a batalha, ele foi cortado em dois pelo fogo inimigo.

Foi nesse ponto que ocorreu o famoso incidente do olho cego. Nelson obviamente esperava algum tipo de sinal de Parker, pois ordenou que seus oficiais concentrassem sua atenção na nau capitânia dinamarquesa, não na britânica, mas eventualmente ele teve que reconhecer a ordem de Parker de se retirar.

Nossa melhor testemunha ocular dos eventos no Elefante é o coronel William Stewart, o comandante da infantaria. Depois de admitir ter visto o sinal de Parker, ele ordenou que o sinal fosse confirmado, mas não repetido, o que significa que seu próprio esquadrão deveria continuar obedecendo à própria ordem de Nelson para permanecer em ação.

Depois de alguns minutos, ele se virou para Foley, seu capitão da bandeira, e disse ‘Você sabe, Foley, eu tenho apenas um olho. Tenho o direito de ser cego às vezes ’. Ele então fechou o olho cego com o telescópio e disse ‘Eu realmente não vejo o sinal!’

Isso era típico de Nelson. Somente um comandante com sua enorme autoconfiança estaria disposto a ignorar uma ordem direta de seu comandante-chefe. Suas características eram bem conhecidas na frota, e Parker estava bem ciente de que podia confiar que seu subordinado não obedeceria à ordem de descontinuar.

O que Parker não conseguia ver é que o fogo dinamarquês já havia começado a diminuir. Os homens para reforçar os navios dinamarqueses tiveram de ser retirados das baterias da costa, enfraquecendo o seu fogo. Os próprios navios estavam cada vez mais danificados. A primeira ruptura na linha dinamarquesa ocorreu por volta das 14h00, quando o Nyborg, 4º na linha dinamarquesa, tentou fazer uma corrida para o porto, pegando o 12º na linha Aggershuus a reboque. Ambos os navios afundaram rapidamente. Um terceiro navio, a fragata Hjaelperen conseguiu escapar. Por volta das duas e meia, a maior parte do fogo dinamarquês havia terminado.

Este não foi exatamente o fim da batalha. A bateria do Trekroner ainda estava disparando, enquanto as tripulações inexperientes de vários navios dinamarqueses continuavam atirando depois que seus oficiais sinalizaram sua rendição. Se a batalha fosse contra os franceses, Nelson não teria escrúpulos em continuar até que o inimigo fosse totalmente destruído, mas ele não tinha nenhum ressentimento pessoal contra os dinamarqueses.

Conseqüentemente, como o fogo dinamarquês abrandou, Nelson enviou uma carta ao príncipe herdeiro Frederik, oferecendo uma trégua (a primeira carta de Nelson ao príncipe herdeiro). Esta nota às vezes foi tomada como um sinal da fraqueza de Nelson, mas sua motivação parece ter sido amplamente humanitária. Muitos dos navios dinamarqueses haviam se rendido, mas ainda havia disparos esporádicos, tornando muito arriscado para os britânicos receberem seus prêmios. Se não houvesse trégua, Nelson provavelmente teria enviado os navios de bombeiros e incendiado os navios dinamarqueses.

Felizmente, não foi isso o que aconteceu. O príncipe herdeiro enviou uma carta perguntando qual tinha sido a intenção por trás da carta de Nelson. Esta carta foi enviada de volta sob uma bandeira de trégua, por volta das três da tarde. Quando esta bandeira chegou à batalha, todos os disparos pararam. Nelson respondeu com uma segunda carta (a segunda carta de Nelson para o príncipe herdeiro), onde ele ofereceu a todos os dinamarqueses a remoção de seus feridos, enquanto os britânicos retirariam os prisioneiros ilesos e então apreenderiam ou queimariam os navios rendidos. No caso, apenas um navio dinamarquês foi apreendido (o Holsteen).

Os acontecimentos do dia não terminaram com a luta. O carro-chefe dinamarquês Dannebrog estava se reduzindo a um naufrágio em chamas na luta. Por volta das quatro e meia ela explodiu, matando mais de 250 homens. Ao todo, os dinamarqueses provavelmente sofreram 790 mortos e 910 feridos, em comparação com 253 mortos e 688 feridos. Copenhague foi uma das batalhas navais mais sangrentas de todas as guerras revolucionárias e napoleônicas.

A maioria dos navios britânicos sofreu sérios danos durante a batalha. O perigo que a ordem de Parker para desistir da batalha os teria exposto foi demonstrado quando eles se afastaram da costa dinamarquesa. o Monarca correu para um banco de areia e teve que ser empurrado por cima dele pelo Ganges. Tanto o Elefante e a Desafio encalhou e não pôde ser puxado até o anoitecer. Só podemos imaginar como os navios britânicos já seriamente danificados teriam lidado com se os canhões Trekroner ainda estivessem disparando.

Rescaldo em Copenhague

Tendo, compreensivelmente, deixado a condução da batalha para Nelson, Parker agora estava igualmente disposto a deixá-lo lidar com a diplomacia. Na manhã seguinte à batalha, Nelson foi enviado a Copenhague para encontrar o príncipe herdeiro Fredrick. Fredrick atuou como regente de seu pai por alguns anos e iria sucedê-lo como Fredrick VI em 1808.

Existem relatos conflitantes sobre a recepção de Nelson em Copenhague. Todos concordam que multidões se reuniram para assistir Nelson em seu caminho para o palácio. Ele foi oferecido uma carruagem, mas optou por caminhar no meio da multidão. Os relatos dinamarqueses sugerem que ele foi observado com respeito silencioso. Relatos britânicos sugerem torcidas gritando "Viva Nelson". Nenhuma das contas é provável que seja inteiramente verdadeira. Nelson havia se tornado um herói em toda a Europa depois do Nilo, e por isso alguma aclamação popular era provável. Os comerciantes envolvidos no comércio britânico dificilmente apoiariam a neutralidade armada. Por outro lado, a frota britânica havia ameaçado bombardear a cidade no dia anterior, e os feridos dinamarqueses deviam estar em muitas mentes.

As negociações com o príncipe herdeiro não correram bem. Nelson não acreditava que houvesse muita esperança de uma solução pacífica para as questões comerciais. Os dinamarqueses negaram que suas ações fossem dirigidas contra a Grã-Bretanha e se recusaram a ceder em sua reivindicação de livre comércio.

Deixando a questão principal sem solução, as negociações seguiram para o armistício. O objetivo britânico era conseguir um armistício longo o suficiente para dar-lhes tempo para lidar com os russos, vistos como o principal inimigo. Por fim, em 9 de abril, um armistício de 14 semanas foi acordado.

O armistício permitiu aos britânicos acesso livre a Copenhague. Os dinamarqueses deixaram a Neutralidade Armada durante o armistício. Em troca, Copenhagen não foi atacado e os prisioneiros dinamarqueses foram devolvidos em liberdade condicional. Parker estava livre para entrar no Báltico para enfrentar o principal inimigo.

Os resultados mais amplos

Depois de se recuperar em Copenhague, a frota britânica partiu para o Báltico. Lá, eles descobriram que eventos em russo já haviam dado a eles os resultados para os quais foram enviados. Em 24 de março, o czar Paulo foi assassinado e substituído por seu filho Alexandre. O novo czar começou seu reinado retirando-se de muitas das políticas de seu pai, entre elas a neutralidade armada (mais tarde nas guerras, Alexandre seria tanto aliado entusiasta quanto inimigo implacável de Napoleão).

As notícias sobre o novo governante russo e suas atitudes espalharam-se lentamente. Em 23 de abril, o ministro russo em Copenhague estava certo de que o novo czar não arriscaria uma guerra com a Grã-Bretanha, mas Nelson não estava convencido. A frota britânica passou a maior parte do tempo desde a batalha ancorada ao sul de Copenhague, para grande aborrecimento de Nelson. Parker não estava disposto a arriscar a viagem à Rússia enquanto a frota sueca ameaçava sua retaguarda e permaneceu inativa.

Em 5 de maio, as ordens para sua substituição chegaram à frota. Parker foi chamado de volta e Nelson recebeu o comando da frota. Entre suas ordens estava um comando para não permitir que as frotas sueca e russa se combinassem. A frota sueca se abrigou em Karlskrona, na costa sul da Suécia. Nelson enviou o comandante da frota sueca no qual afirmava que "não tinha ordens para se abster das hostilidades, caso eu encontrasse a frota sueca no mar" - em outras palavras, ele atacaria à primeira vista. A frota sueca decidiu permanecer firme no porto.

Tendo destacado seis navios da linha para vigiar Karlskrona, Nelson levou os onze restantes para Reval (a moderna Tallinn), onde esperava encontrar uma frota russa. Quando ele chegou em 14 de maio, ele descobriu que a frota havia escapado pelo Golfo da Finlândia para a fortemente defendida base naval russa em Kronstad, perto de St. Ele também descobriu que as negociações para acabar com a Neutralidade Armada estavam em andamento. Para não prejudicar as negociações, Nelson retirou-se da Reval em 17 de maio. Dois dias depois, os embargos comerciais da Rússia e da Suécia foram retirados. Um mês depois, Nelson foi substituído como comandante-chefe, em grande parte por motivos de saúde genuína.

Os resultados de longo prazo da batalha de Copenhague foram insatisfatórios. Mesmo antes de Nelson ser substituído, os dinamarqueses negociavam com os franceses. A captura britânica das Índias Ocidentais dinamarquesas ajudou a despertar o sentimento anti-britânico. A principal questão dos navios livres vs. o direito de bloqueio ainda não havia sido decidida. Outra expedição britânica teve de ser enviada a Copenhague em 1807 para evitar que os franceses ganhassem o controle da marinha dinamarquesa. A vitória mais difícil de Nelson também foi provavelmente a menos influente.

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Fontes Relacionadas

Primeira carta de Nelson para o príncipe herdeiro
Nelson's second letter to the Crown Prince

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Livros


Rickard, J (5 February 2006) Battle of Copenhagen



Denmark-Norway

In late 1800 and early 1801, diplomatic negotiations produced the League of Armed Neutrality. Led by Russia, the League also included Denmark, Sweden, and Prussia all of which called for the ability to trade freely with France. Wishing to maintain their blockade of the French coast and concerned about losing access to Scandinavian timber and naval stores, Britain immediately began preparing to take action. In the spring of 1801, a fleet was formed at Great Yarmouth under Admiral Sir Hyde Parker with the purpose of breaking up the alliance before the Baltic Sea thawed and released the Russian fleet.

Included in Parker's fleet as second-in-command was Vice Admiral Lord Horatio Nelson, then out of favor due to his activities with Emma Hamilton. Recently married to a young wife, the 64-year old Parker dithered in port and was only coaxed to sea by a personal note from First Lord of the Admiralty Lord St. Vincent. Departing port on March 12, 1801, the fleet reached the Skaw a week later. Met there by diplomat Nicholas Vansittart, Parker and Nelson learned that the Danes had refused a British ultimatum demanding they leave the League.


Battle of Copenhagen

Date of the Battle of Copenhagen: 2 nd April 1801.

Place of the Battle of Copenhagen: the coast of Copenhagen, the capital city of Denmark.

Combatants at the Battle of Copenhagen: A British Fleet against the Danish Fleet.

Commanders at the Battle of Copenhagen: Admiral Sir Hyde Parker and Vice Admiral Lord Nelson against the Danish Crown Prince.

Winner of the Battle of Copenhagen: The British Fleet.

The Fleets at the Battle of Copenhagen:

Danish Crown Prince Frederick: Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

The British Fleet: Nelson’s Division, His Majesty’s Ships Elephant (Nelson’s Flagship: Captain Foley, 74 guns), Russell (Captain Cumming, 74 guns), Bellona (Captain Thompson, 74 guns), Edgar (Captain Murray, 74 guns), Ganges (Captain Freemantle, 74 guns), Monarch (Captain Moss, 74 guns), Defiance (Rear Admiral Graves’ Flagship: Captain Retalick, 74 guns), Polyphemus (Captain Lawford, 64 guns), Ardent (Captain Bertie, 64 guns), Agamemnon (Captain Fancourt, 64 guns), Glatton (Captain William Bligh, 54 guns), Isis (Captain Walker, 50 guns), Frigates, La Desiree (Captain Inman, 40 guns), Amazon (Captain Riou , 38 guns), Blanche (Captain Hammond, 36 guns), Alcimene (Captain Sutton, 32 guns), Sloops: Arrow (Commander Bolton, 30 guns), Dart (Commander Devonshire, 30 guns), Zephyr (Lieutenant Upton, 14 guns), Otter (Lieutenant McKinlay, 14 guns).

Parker’s Division: His Majesty’s Ships London (Flagship, Captain Domett, 98 guns), St George (Captain Hardy, 98 guns), Warrior (Captain Tyler, 74 guns), Defence (Captain Paulet, 74 guns), Saturn (Captain Lambert, 74 guns), Ramillies (Captain Dixon, 74 guns), Raisonable (Captain Dilkes, 64 guns), Veteran (Captain Dickson, 64 guns).

In addition the Trekroner Fortress and numerous batteries along the coast.

Captain Riou’s ship HMS Amazon: Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

Ships and Armaments at the Battle of Copenhagen:

Life on a sailing warship of the 18 th and 19 th Century, particularly the large ships of the line, was crowded and hard. Discipline was enforced with extreme violence, small infractions punished with public lashings. The food, far from good, deteriorated as ships spent time at sea. Drinking water was in short supply and usually brackish. Shortage of citrus fruit and fresh vegetables meant that scurvy quickly set in. The great weight of guns and equipment and the necessity to climb rigging in adverse weather conditions frequently caused serious injury.

Warships carried their main armament in broadside batteries along the sides. Ships were classified according to the number of guns carried, or the number of decks carrying batteries. The size of gun on the line of battle ships was up to 24 pounder, firing heavy iron balls or chain and link shot designed to wreck rigging. The first discharge, loaded before action began, was always the most effective.

HMS Elephant Admiral Lord Nelson’s flagship at the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

Ships manoeuvred to deliver broadsides in the most destructive manner the greatest effect being achieved by firing into an enemy’s stern or bow, so that the shot travelled the length of the ship, wreaking havoc and destruction.

The Danish ships at the Battle of Copenhagen were moored to the jetties. The British ships anchored alongside the moored Danish Fleet and the firing was broadside to broadside at a range of a few yards.

Ships carried a variety of smaller weapons on the top deck and in the rigging, from swivel guns firing grape shot or canister (bags of musket balls) to hand held muskets and pistols, each crew seeking to annihilate the enemy officers and sailors on deck.

Wounds in Eighteenth Century naval fighting were terrible. Cannon balls ripped off limbs or, striking wooden decks and bulwarks or guns and metalwork, drove splinter fragments across the ship causing horrific wounds. Falling masts and rigging inflicted severe crush injuries. Sailors stationed aloft fell into the sea from collapsing masts and rigging to be drowned. Heavy losses were caused when a ship finally sank.

Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by C.A. Lorentzen

Ships’ crews of all nations were tough and disciplined. The British, with continual blockade service against France and Spain, were particularly well drilled.

British captains were responsible for recruiting their ship’s crew. Men were taken wherever they could be found, largely by the press gang. All nationalities served on British ships, although several ships permitted Danish crewmen to transfer rather than serve against their own countrymen. Loyalty for a crew lay primarily with their ship. Once the heat of battle subsided there was little animosity against the enemy. Great efforts were made by British crews to rescue the sailors of foundering Danish ships at the end of the Battle of Copenhagen.

Map of the the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: map by John Fawkes

Captain Riou who led the attack on the Trekroner Fortress and was killed at the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

Account of the Battle of Copenhagen:
In early 1801, Britain faced a coalition of northern European states, masterminded by France, combined in hostile neutrality against Britain, the Northern Confederation. Those states were Russia, Denmark, Sweden and Prussia. The British Admiralty ordered Admiral Sir Hyde Parker with a British fleet to the Baltic, with Admiral Lord Nelson as his second in command, to break up the confederation.

On 18 th March 1801, the British Fleet anchored in the Kattegat, the entrance to the Baltic from the North Sea, and British diplomats set off for Copenhagen.

It was Nelson’s plan that the British Fleet should attack the Russian squadron wintering in the port of Revel, the Russian navy being the strongest and the dominant naval force in the Baltic.

There was a lack of trust between Parker and Nelson Parker keeping Nelson at arm’s length, while the British diplomats negotiated with the Danes to obtain their withdrawal from the coalition.

The negotiations with the Danes exasperated Nelson, a man of action, who wanted to attack the Danes and destroy their fleet, before moving on to Revel and the Russian ships. Nelson’s flagship HMS St George had been cleared for action for a week.

On 23 rd March 1801, Parker called a council of war at which the British diplomats revealed that the Danish Crown Prince and his government, actively hostile to Britain, were not prepared to withdraw Denmark from the coalition and that the defences of Copenhagen were being strengthened.

Nelson urged that the Danish Fleet be attacked without delay, saying: “Let it be by the Sound, by the Belt, or anyhow, only lose not an hour.

On 26 th March 1801, the British Fleet moved towards the Sound, the gateway to the Baltic, and the great Danish fortress of Kronenburg. Preparing for the battle, Nelson moved his flag to the smaller ship Elephant, 74 guns, whose captain, Foley, had led the attack at the Battle of the Nile.

On 30 th March 1801, the wind was fair for the British advance on Copenhagen and the British Fleet passed the Sound, keeping to the Swedish side.

Admiral Nelson forcing the Passage of the Sound before the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by Robert Dodd

In the event, the Swedes held their fire, while the Danes at Cronenburg fired without effect, the range being too great. The British Fleet anchored five miles below Copenhagen, allowing the senior officers to reconnoitre the city’s defences in the lugger Skylark. During this reconnaissance, key buoys, removed by the Danes, were replaced by pilots and sailing masters in the British service.

Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

Under the British plan the commander-in-chief, Admiral Sir Hyde Parker, would advance from the north with the largest British ships, thereby forestalling any relieving attack by the Swedish Fleet or a Russian squadron. Nelson would take his division into the channel outside Copenhagen Harbour, and, sailing northwards up the channel, attack the Danish warships moored along the bank, until he reached the largest ships moored by the powerful Danish fortress of Trekroner, at the entrance to Copenhagen Harbour.

Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by Adelsteen Normann

Admiral Sir Hyde Parker generously left the planning to Nelson, even offering him two more ships of the line for his squadron than Nelson had requested.

On 1 st April 1801, Nelson carried out his final reconnaissance on the frigate Amazon. The captain of Amazon, Captain Riou, impressed him most favourably and Nelson resolved to give him a leading role in the attack.

On the night of 1 st April 1801, Nelson drafted his final plans and briefed his officers, while Captain Hardy ventured right up to the Danish ships in a long boat and took soundings the pilots placing the last of the buoys.

Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by Nicholas Pocock

Nelson’s plan was simple: his ships in line ahead would sail into the inner channel, Royal Passage, each ship anchoring in its appointed place and attacking its assigned Danish rival. Captain Riou in HMS Amazon was to lead a squadron of smaller ships and attack the Trekroner Fortress, which was to be stormed by marines and soldiers at a suitable moment, after it had been reduced by bombardment.

HMS Edgar: Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by W.T. Baldwin

At 8am on 2 nd April 1801, the assault began, with His Majesty’s Ship Edgar (Captain Murray, 74 guns) leading the division from its anchorage and tacking from the Outer Deep into the Royal Passage. Immediately, disaster struck Nelson’s division as HMS Agamemnon (Captain Fancourt, 64 guns), Nelson’s old ship, unable to weather the turn into the channel, ran aground on the shoal known as the Middle Ground. Polyphemus (Captain Lawford, 64 guns), taking over Agamemnon’s lead role, made the U turn into the Royal Passage and came under heavy fire from the Danish ship Provesteen (Captain Lassen, 56 guns).

The following ships, Isis (Captain Walker, 50 guns), Glatton (Captain William Bligh, 54 guns) and Ardent (Captain Bertie, 64 guns), made the turn and, anchoring, engaged the Danish vessels they had been allocated.

Attempting to pass these ships, Bellona (Captain Thompson, 74 guns) grounded on the Middle Ground shoal, as did the following Russell (Captain Cumming, 74 guns). Stuck fast, these ships fired on the Danes as best they could, but several of the guns on Bellona burst, killing their crews, due to the age or the miscasting of the barrels, or overcharging in an effort to achieve greater range.

Nelson’s British Fleet sails up the Royal Channel to attack the Danish Fleet and the Trekroner Citadel (The three British ships aground to the right are Bellona, Russell and Agamemnon): Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by John Thomas Serres

The grounding of Agamemnon, Bellona and Russell caused the Trekroner Fortress to be left unmarked, requiring Riou to carry out the bombardment with his squadron of smaller vessels, the billowing smoke concealing his ships and protecting them initially from excessive damage.

Nelson, in Elephant (Captain Foley, 74 guns), took the anchorage allocated to Bellona, with Ganges (Captain Freemantle, 74 guns) and Monarch (Captain Moss, 74 guns) anchoring immediately in front of Elephant. With the line in place, the battle fell to a slogging gunnery match between the British ships and the Danish ships and batteries, floating and land, which lasted some two hours.

Lieutenant Willemoes of the Royal Danish Navy fights his ship Gerner Radeau during the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by Christian Mølsted

To the north, Admiral Sir Hyde Parker, the British commander-in-chief, witnessed with increasing anxiety the heavy bombardment, as the large ships of the line in his squadron beat slowly down the channel, the wind fair for Nelson but contrary for them. Seeing the intensity of the battle, Parker concluded that he should give Nelson the opportunity to break off the action, and hoisted the signal to disengage, giving the battle its most famed episode.

Admiral Lord Nelson puts the telescope to his blind eye at the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

Nelson’s signal officer, seeing the flagship’s message, queried whether the commander-in-chief’s signal should be repeated to the other ships, to which Nelson directed that only an acknowledgement was to be flown, while signal 16, the order for close action, be maintained.

No ship in Nelson’s division acted on Parker’s signal, except Captain Riou’s squadron, attacking the Trekroner Fortress. Riou, expecting that Nelson would call off the assault, turned his ship to begin the withdrawal. The Danes redoubled their fire, causing significant damage and casualties on Riou’s ships, with one shot cutting down a party of marines and the next killing Riou himself.

Nelson turned to Colonel Stewart, commanding the contingent of soldiers carried in the fleet, and said ‘Do you know what’s shown on board of the commander in chief? Number 39, to leave off action! Leave off action! Now damn me if I do.’ Turning next to his flag captain, Nelson said ‘You know, Foley, I have only one eye. I have a right to be blind sometimes.’ Nelson then raised his telescope to his blind eye and said ‘I really do not see the signal.’

By 2pm on 2 nd April 1801, much of the Danish line ceased firing, with ships adrift and on fire, several having surrendered, their captains now on board Elephant.

Captain Thesiger Royal Navy goes ashore with Nelson’s letter to the Danish Crown Prince Frederick at the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by C.A. Lorentzen

Captain Thesiger, a British officer with extensive experience of the Baltic Sea from service in the Russian navy, went ashore with correspondence from Nelson to the Danish Crown Prince, inviting an armistice. During the negotiations, only the batteries on Amag Island, at the southern end of the Danish line, the Trekoner Fortress and a few ships continued to fire.

A senior Danish officer, Adjutant General Lindholm, went on board Elephant to negotiate, directing the Trekoner Fortress to stop firing on his way. The British ships also ceased fire and the battle effectively ended.

Danish floating battery and ship of the line under fire at the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

Defiance (Rear Admiral Graves’ Flagship: Captain Retalick, 74 guns) and Elephant went aground and the Danish Flagship, Dannebroge (Captains Fischer and Braun, 80 guns), grounded and blew up, with substantial casualties.

The next morning, 3 rd April 1801, Nelson went aboard the Danish ship Syaelland, anchored under the guns of the Trekoner Fortress, and took the surrender of her captain Stein Bille, who refused to strike to any officer other than Nelson himself.

British destroying Danish ships under repair after the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

British gunboats took the Danish vessel in tow to add to the clutch of Danish ships that had been taken in the battle. 19 Danish vessels were sunk, burnt or captured.

Just before the Battle of Copenhagen, on 24 th March 1801, the Tsar of Russia, Paul I, was murdered by members of the St Petersburg court, and replaced by his anti-French son, Alexander I. The effect of the Battle of Copenhagen and the Tsar’s murder was to bring about the collapse of the Northern Confederation.

Casualties at the Battle of Copenhagen:
British casualties were 253 men killed and 688 men wounded. No British ship was lost. The Danes lost 790 men killed, 900 men wounded and 2,000 made prisoner.

Destruction of the Danish Fleet at the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by Thomas Whitcombe

Admiral Nelson writing the letter to the Danish Crown Prince at the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by Thomas Davidson

Anecdotes and traditions from the Battle of Copenhagen:

The letter Admiral Lord Nelson sent to the Crown Prince of Denmark at the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

  • The letter Nelson sent to the Crown Prince by Captain Thesiger stated: Lord Nelson has directions to spare Denmark when no longer resisting but if the firing is continued on the part of Denmark Lord Nelson will be obliged to set on fire all the floating batteries he has taken, without having the power of sparing the Brave Danes who have defended them. Dated on board his Britannick Majesty’s ship Elephant Copenhagen Roads April 2 nd 1801 Nelson &BrontéVice Admiral under the command of Admiral Sir Hyde Parker. (Nelson’s signature referred to the title of Duke of Bronté (Duca di Bronté), conferred on him by the King of Sicily after the Battle of the Nile).
  • Nelson considered the Battle of Copenhagen to be his hardest fought fleet action. Although hampered by many of their ships being unprepared for service, the Danes fought fiercely and, at times, with desperation in defence of their capital city, relays of army and civilian reinforcements replacing the losses in the batteries.
  • The battle sealed Nelson’s reputation as Britain’s foremost naval leader. Soon afterwards, Sir Hyde Parker was recalled and Nelson left in command of the operations in the Baltic.
  • The incident with the signal became an important part of the Nelson legend.
  • The attack on Copenhagen, considered essential by the British to prevent the Danish Fleet from acting in the French interests, caused great resentment against Britain in Denmark. On Nelson’s return to England and appearance at court, King George III did not mention the battle.

Captain Bligh being cast adrift after the Mutiny on the Bounty in 1789: Bligh commanded HMS Gratton at the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

Dinner in the wardroom of HMS Elephant the night before the Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars: picture by Thomas Davidson

Naval General Service medal 1793-1840 with Copenhagen clasp and badge of the 95th Rifles: Battle of Copenhagen on 2nd April 1801 in the Napoleonic Wars

References for the Battle of Copenhagen:

Life of Nelson by Robert Southey

British Battles on Land and Sea edited by Sir Evelyn Wood

The previous battle of the Napoleonic Wars is the Battle of Alexandria

The next battle of the Napoleonic Wars is the Battle of Trafalgar

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By the time the news of Nelson's great victory at the Nile had reached England, his reputation as a strategist had already been made. An even greater triumph would follow at Trafalgar whilst in between was another, somewhat overshadowed, victory know to history as the battle of Copenhagen.

With Nelson as second-in-command to Admiral Sir Hyde Parker, a fleet was sent to the Baltic early in 1801 following Denmark's decision to join the 'Armed Neutrality' against British interests. Parker's orders were to capture or destroy the Danish fleet lying off Copenhagen and he conveyed his outline strategy to Nelson well in advance. Nelson, however, had his own more radical ideas for the assault and, on the evening of 1 s t April 1801, entertained his officers to discuss the plan he had formulated with his flag-captain Thomas Foley. Nelson had christened Foley and those other veterans of the Nile his 'Band of Brothers' and their personal loyalty to him was unflinching. Together they agreed what had to be done to secure victory and battle was joined the next morning shortly before 10 o'clock.


Product images of The Battle of Copenhagen, 2 April 1801


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This naval battle was oneof a series that was fought during the wars against France between 1793 and 1805, culminating in the Battle of Trafalgar. Britain did not have a presence in the Baltic Sea under normal circumstances but in 1800, Czar Paul resurrected the League of Armed Neutrality. This comprised Russia, Sweden, Denmark and Prussia joining against Britain because of her "stop and search" tactics, intended to prevent trade with France. Czar Paul detained British merchant ships in Russian ports the British decided that an attack on Denmark would break up the League. Denmark was closer to Britain and therefore the most vulnerable to attack. It was decided that a fleet should sail for the Baltic under the command of Admiral Sir Hyde Parker, with Lord Nelson as second-in-command.

The expedition sailed from Yarmouth on 12 March, having embarked the 49th Regiment, two companies of riflemen and a detachment of artillery under Colonel Stewart. The Hon Nicholas Vansittart went ahead of the fleet in an attempt to persuade the Danes to adopt a friendlier policy towards Britain. The fleet approached the Cattegat dropping anchor to see what diplomacy could achieve. It is possible that the Danes would have seen reason if the envoy had appeared with the fleet behind him. Instead, the fleet was out of sight. If Copenhagen was to be attacked the approach could be made in more than one way. A Council of War was held which Nelson ended by saying 'I don't care a damn which passage we go, so that we fight them.' He was anxious to end the affair before the Russians could arrive. At a further Council of War on the 31 March he offered to annihilate the Danes with ten sail of the line. After some further hesitation Sir Hyde accepted Nelson's offer but gave him two 50-gun ships as well together with some frigates and other vessels, including bomb ketches and fireships, numbering twenty-four vessels in all. Sir Hyde Parker retained eight ships as a reserve, apparently to guard against the possible appearance of the Russians or Swedes.

The harbour, arsenal and docks of Copenhagen lay in the city of Copenhagen itself, the entrance being guarded by the formidable Trekroner Battery. There were other batteries lining the shore to the southward and the Danish fleet was drawn up in shoal water covering the city front. It comprised a number of two-decked men-of-war interspersed with rafts and other improvised batteries. While they remained intact the bomb-vessels were effectively kept out of range. As at the Nile, Nelson was faced with an enemy fleet at anchor but this time he was outnumbered. Also, the Danes would stand their ground they could be reinforced from the shore, more men rowing off to replace the casualties. However, the enemy fleet was at anchor, which made it possible for the attacking fleet to concentrate on a part of the enemy's line, leaving some of his ships without an opponent. Nelson decided to sail past Copenhagen by the Holland Deep and then attack from the south, engaging the weaker end of the Danish line. His squadron was in position by 1 April and the battle took place on the following day. Ironically, Tsar Paul had been assassinated on 25 March his successor Alexander I adopted a different foreign policy and the Northern Alliance began to disintegrate before the battle took place.

On 2 April the British squadron moved into the attack. There was immediate disaster, the Bellona e Russell running aground and the Agamemnon failing to gain her proper position in the line. Nelson took the remaining ships into battle and was soon engaged with the Danish ships and floating batteries. After three hours of cannonade on either side the battle was still undecided. Seeing this and finding that ships he sent to reinforce Nelson were making slow progress against the wind, Sir Hyde Parker signalled "discontinue the action" to the fleet as a whole. Each ship was obliged to obey the signal without waiting for the signal to be repeated from Nelson's flagship, the Elefante. For the ships to have obeyed the signal would have been virtual suicide: placed opposite their opponents, they could not withdraw until the enemy's fire had been silenced. Withdrawal would have meant ceasing fire and sending the men to make sail, presenting each ship's stern to the enemy's guns and to a raking fire which would have redoubled when the Danes saw the British retreat. It would have involved appalling casualties and damage and would have allowed the Danes to claim a victory. It would have destroyed British prestige in northern Europe. It is said that at this point of the battle, Nelson put his telescope to his blind eye, saying 'I really do not see the signal!' He kept his own signal flying for closer action and the ships of the line all obeyed him and ignored the Commander-in-Chief. It was 12.30 p.m. when Nelson decided to ignore the signal, and the cannonade continued for another hour or so. By then it was apparent that the British had won the battle as more and more of the Danish ships ceased fire or surrendered. By about 2 pm, the bombardment slackened and Nelson sent in a flag of truce, suggesting that hostilities should cease. In no other way could be save the lives of many Danes on board the floating batteries. Firing died away and at 3.15 pm, Nelson's flagship hoisted a flag of truce. The battle was over.

There is no known account of how Sir Hyde Parker received Lord Nelson after the battle. He could have demanded a court-martial on Nelson for having disobeyed an order. Parker may have been aware that his own contribution to the victory had been negative and potentially disastrous. His authority, such as it was, was weakened from the moment he began to lead from the rear. However, the example made of the Danes, who had suffered very heavy casualties, was not lost on other potential antagonists.

Negotiations proceeded at Copenhagen and the truce turned into an armistice. News of the Tsar's death was officially confirmed and it was rumoured that the new Tsar would be willing to release all British ships that had been detained. Soon afterwards orders arrived from the Board of Admiralty ordering Sir Hyde Parker to hand over his command to Lord Nelson and return to England. Once ashore, he was to stay there. Sir Hyde Parker was never employed again. Nelson was now Commander-in-Chief in the Baltic. Once contact had been made with Alexander I, Nelson was assured that the embargo on British merchantmen would be lifted and that friendly relations would be resumed between Russia and Britain.

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Product images of The Battle of Copenhagen, 2 April 1801


The battle

A disagreement between Parker and Nelson saw Nelson's proposal for a pre-emptive show of force overruled and the demands made by a single frigate. The Danish-Norwegians refused to negotiate. The Danish-Norwegians had prepared for the attack and placed a line of defensive blocking ships along the western side of the harbour.

The Copenhagen roads were both treacherous and well-defended. With 12 ships with the shallowest draft, Nelson picked a way through the shoals and commenced action the morning immediately after negotiations had broken down.

For over four hours, the battle was a close run affair with 4 British vessels (Elefante, Defiance, Russel e Bellona) stuck on sandbars. At one point three hours into the battle, Parker signalled to Nelson to disengage, but Nelson was determined to win and ignored the signal. It was on this occasion that Nelson is said to have put his telescope to his blind eye, and maintained he could not read the signal.

Eventually, following extensive shelling of the harbour and nearby buildings, Nelson offered surrender terms to which the Danish-Norwegians agreed. British casualties were about 350 killed, 850 wounded.


Battle of Copenhagen 1801: Danish Medals

Bataillen d.2 April 1801, paa Kiobenhavns Reed [Battle of 2nd April 1801 in Copenhagen Roads]. © National Maritime Museum Collections (PAH7975).

On 31 July 1801, The King of Denmark, Christian 7th, approved a proposal from the Danish Admiralty for the issue of a decoration to be awarded to deserving participants in the Battle [3] . The Admiralty’s recommendations stipulated that all officers who had been present at the battle – and for whom no criticism of conduct was received, would be awarded a gold medal. Furthermore, a silver medal was to be awarded to only those who had particularly distinguished themselves, these being other-ranks and volunteers. In addition the silver medal recipients would receive an annual pension of 15 Rigsdaler. The award criteria were not particularly democratic by today’s standards, but even within the officer’s ranks the awards were selective. Only regular officers were awarded a medal with “Right to Wear”, the reserve officers were not given that privilege. The medals were awarded at a ceremony, on the anniversary of the battle in April 1802.


This example awarded to a volunteer (No Right to Wear):
(MELCHIOR HEYMANN FRA DEN JÖDISKE MENIGHED AF KIÖBENHAVN: NO. 10.)
(Touch image to toggle obverse/reverse)

1800), Capt. Lorenz Fjelderup Lassen (1756-1839) of Prøvesteen, the southern most vessel of the Danish defense line, first ship in action. The gold medal has been added to the painting at a later date, which was a common practice for the period. Fredriksborgmuseet, Denmark.

The gold medal with suspension (Right to Wear) to Lieut. Hoppe who was part of the regular Danish Navy. Image courtesy of Spink, London.

This silver medal with suspension (Right to Wear) was issued to the Norwegian Able Seaman, Dan Andersen. The medal is impressed: (MATR: DAN: ANDERSEN AF CHRISTIANS: DIST: N-82). Image courtesy of Morton & Eden, London.


Over the years, there seems to have been some confusion about the number of medals issued. This has been researched and corrected by Lars Stevnsborg, a Danish authority on the subject. The final distribution of medals is summarized in the table below (

anno 1828), with permission from reference [3] . Between 1802-1828, several medals were forfeited and reissued to deserving candidates who would have been overlooked, likewise several medals were downgraded from “Right to Wear” to “No Right to Wear”. One Naval Cadet (Midshipman), who did not pass his examination for Lieutenant, had the misfortune of seeing his gold medal with “Right to Wear” removed of suspension and ribbon. Other examples are late claims, and a case of a reserve officer, who had not returned from a journey to the West Indies, his gold medal was converted to a “Right to Wear” medal and reissued as a replacement to a naval officer who’s medal was stolen.

Navy Army De outros Total Righ to wear
Oficiais 52 27 - 79 sim
Reserve Officers340-34Não
NCO and Ratings7536-111sim
Volunteers--2323Não
Total1616323247-

The losses on both sides were heavy, the Danes lost 367 killed and 635 wounded, out of which

100 died of their wounds. The British lost 254 killed and 689 wounded. In a future blog, I will write about the British medal (the NGS medal with clasp Copenhagen 1801 ) issued for the battle.


The Battle of Copenhagen

Richard Cavendish marks the anniversary of an important Scandinavian battle, which took place on April 2nd, 1801.

The most famous act of insubordination in the annals of the Royal Navy occurred when Vice-Admiral Lord Nelson, second-in-command of the British fleet at Copenhagen in the 74-gun battleship Elephant, put his spyglass to his blind eye and said to Elephant’s captain, the future Admiral Sir Thomas Foley, ‘I really do not see the signal.’ The signal was from his commanding admiral, Sir Hyde Parker, ordering him to disengage and Nelson, who thought Parker out of touch, had no intention whatever of obeying it.

Britain and Denmark were not formally at war, but the British fleet had sailed to deter the Danes and Swedes from allying themselves with the French. The ships reached the northern point of Jutland in whirling snow on March 18th and moved on down the Kattegat. Several days passed while an ultimatum was sent to Copenhagen and rejected. Then Nelson’s bold plan of attack was accepted and with a fair wind on the 30th the whole fleet of fifty-two ships, their towering white sails gleaming in the sun, passed through the narrow gap between Sweden and Denmark, to a harmless cannonade from batteries at Elsinore on the Danish bank. They anchored some five miles from Copenhagen and Parker, Nelson and other senior officers took a schooner to survey the city’s defences. The harbour was protected by shoals, by seventy or more heavy guns in the Trekroner fort and by the cannon of nineteen dismasted warships moored in a line a mile-and-a-half long. Nelson decided to attack from the weakest, south-eastern end of the Danish defences and spent hours in small boats planning exactly how buoys should be placed to guide his squadron through a narrow and dificult channel for the attack. After a conference in Parker’s flagship, the London, on the 31st, the buoying work was completed and on April 1st Nelson in infectiously high spirits entertained his captains to dinner in Elephant.

Next morning the wind was fair, but several ships’ pilots – ‘with no other thought than to keep the ship clear of danger and their own silly heads clear of shot’, Nelson commented – flatly refused to lead the way along the channel because it was too dangerous. Eventually a veteran of the Nile, the master of the Bellona, volunteered for the task and at 9.30 the squadron set off – twelve ships of the line plus frigates and bomb-ketches. They were roughly handled by the Danish guns and three grounded on the shoals, but after a masterly display of cool seamanship the rest anchored in line and brought their broadsides to bear. They blazed away at the moored Danish ships with clinical precision, each firing a broadside every forty seconds at a range of 200 yards. The Danes replied with vigour and tenacity. Smoke billowed round the two lines of ships while the guns thundered and crowds of Copenhagen citizens watched from rooftops and church towers

About 1.30 in the afternoon, when a cannon ball struck splinters off Elephant’s mainmast, Nelson remarked that it was warm work, but he would not be elsewhere for thousands of pounds. It was at this point that he declined to see Parker’s signal, saying, ‘You know, Foley, I have only one eye. I have a right to be blind sometimes’, and archly putting his glass up to his right eye. Parker, in fact, had expected Nelson to ignore the order if he judged it right to continue the action.

By about 3pm the Danes were almost overwhelmed. The carnage in their ships was dreadful, with many of them on fire, and the Danish flagship blew up. Some struck their colours and the arrival on the scene of the two leading ships of Parker’s division caused more to surrender. Nelson offered a truce, which the Danish commander accepted, and the action was over by 4pm. The British losses in killed and wounded were about 1,000 and the Danish casualties were thought to be twice as heavy. Next day, which was Good Friday, Nelson went ashore to be received at a state dinner by Crown Prince Frederick of Denmark. There was some apprehension about how the people of Copenhagen would treat him, but he was greeted with what one of his party described as ‘an admixture of admiration, curiosity and displeasure’. At the dinner he told his hosts that the French would not have lasted for one hour at the most, where the Danes had resisted bravely for four. He made an excellent impression and an armistice was signed on the 9th.


Copenhagen, battle of

Copenhagen, battle of, 1801. This encounter with the Danish fleet was fought on 2 April in the narrow 3-mile-long King's Channel, of varying depth, which bounded the eastern defences of the Danish capital. These consisted of the formidable Trekronor fort, flanked to the north by 5 moored warships and to the south by a redoubtable line of 7 unmasted warships and 10 floating batteries, all moored, heavily gunned and manned. The British under Sir Hyde Parker with Nelson as his second had 15 ships supported by a variety of assault craft and 600 soldiers. Following a daring navigation aided by a southerly wind the British attacked in line and broke the Danish defence, Danes and British each sustaining over 1,000 men killed. Nelson ‘turned his blind eye’ to Parker's premature signal to withdraw. The victory was as much a blow at Russia, leading the offensive ‘Northern League’, Nelson showing all his chivalry in subsequent armistice negotiations with the Danes.

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