Em formação

Status dos comerciantes na Europa feudal


Qual era a situação dos mercadores durante a era feudal na Europa? Eles, como os camponeses, serviam / tinham fidelidade a certo senhor proprietário de terras? Em caso afirmativo, eles têm status ou privilégios diferentes dos camponeses usuais? Ou eles estão livres de fidelidade? Nesse último caso, como eles se tornaram livres dos senhores feudais que geralmente eram poderosos?


Os comerciantes durante o sistema feudal tendiam a ser judeus ou outros "estrangeiros". Lombardos, genoveses e venezianos (das partes mais empreendedoras da Itália) e gregos tendiam a desempenhar esta função no norte da Europa, holandeses (e outros europeus ocidentais) na Europa Oriental, etc.

Os mercadores eram basicamente independentes do sistema feudal, não sendo proprietários de terras nem camponeses. Como tal, eram vistos com suspeita pelas elites locais. Seu principal argumento de venda era que eles tinham boas relações com estrangeiros que poderiam ajudá-los a adquirir bens escassos. Conseqüentemente, eles provavelmente seriam membros "estrangeiros" (em vez de locais) de uma determinada sociedade; a maioria dos moradores não gostaria de assumir um papel tão "estrangeiro", pelo menos em casa.

Os comerciantes não eram particularmente respeitados, mas eram tolerados e podiam viver um pouco fora das regras habituais porque realizavam um serviço essencial (comercial).


Comerciantes geralmente criados com pessoas das cidades, isto é, artesãos. Eles geralmente não se originavam dos camponeses e, como tal, não tinham qualquer aliança com os senhores feudais.

Eles também podem ser originários da aristocracia da cidade, especialmente na Itália.


Em primeiro lugar, os camponeses não eram escravos nem nada parecido. Eles estavam essencialmente alugando um determinado empréstimo e, na maioria das vezes, entraram nesse relacionamento voluntariamente como homens livres. Em muitas, se não na maioria das terras e eras, livrar-se desse relacionamento era realmente possível, e os camponeses podiam se mudar para outro proprietário. Depois de guerras maiores ou doenças que mataram grande parte da população de uma determinada área, colonos de outras terras muitas vezes vêm trabalhar nos terrenos baldios.

Embora a relação entre proprietários feudais e camponeses não fosse rósea, ser sem terra (portanto, independente de um proprietário) não era difícil - ser sem terra E sobreviver em uma sociedade baseada na agricultura, isso era difícil. Para certas etnias e religiosas eram mesmo proibidos por lei de trabalhar como camponês, por ex. Ciganos e judeus na Europa Oriental.

De volta à sua pergunta original: havia todos os tipos de comerciantes diferentes. Alguns podem ter status especial ou, juntos, podem formar comunidades independentes. Os comerciantes geralmente formavam guildas para controlar e regular o comércio local e negociar com as autoridades. Como as cidades são centros de mercado naturais e postos comerciais, essas guildas podem dar muito poder a uma cidade ou vila. Muitas cidades tinham independência local ou eram estados independentes. Estado independente significa independente não apenas de governantes feudais locais, mas independente de reis, tendo sua própria legislação, exército, etc. Essas cidades-estado com líderes civis eleitos eram na verdade muito comuns ao longo das principais rotas comerciais (por exemplo, Veneza e cidades-estado italianas), e essas cidades freqüentemente formavam alianças (The Hansa ou a aliança Estrasburgo-Zurique-Bern-Basel) para se protegerem.


História dos judeus europeus na Idade Média

História dos judeus europeus na Idade Média cobre a história judaica no período do 5º ao 15º século. Durante o curso deste período, a população judaica mudou gradualmente de sua terra natal no Levante para a Europa, principalmente a Europa Central dominada pelo Sacro Império Romano (que deu origem à etnia Ashkenazi de judeus) ou o sul da Europa dominado pelos reinos ibéricos ( que deu origem à etnia sefardita dos judeus).

A tradição judaica traça as origens dos judeus nas 12 tribos israelitas, no entanto, a maioria das tradições judaicas afirma que os judeus modernos descendem da Judéia, Benjamin e Levi. Já no exílio babilônico, os judeus, por meio do exílio sob coação militar ou não, passaram a viver em muitos outros países do Oriente Médio e, mais tarde, formaram comunidades em todas as terras do Mediterrâneo oriental, constituindo coletivamente uma diáspora judaica. Sua presença é atestada na Grécia a partir do século IV aC em lugares tão variados como Quios, Egina, Ática e Rodes [1] e na Itália já no século 2 aC. [2]

Após o Cerco de Jerusalém (70 EC), centenas de milhares de judeus foram levados como escravos para Roma, onde mais tarde imigraram para outras terras europeias. Os judeus que imigraram para a Península Ibérica e seus descendentes são os judeus sefarditas, enquanto os que imigraram para a Renânia e a França alemãs são os judeus asquenazes. [3] Os judeus europeus especializaram-se na economia como artesãos, mercadores e agiotas. [4] Uma redução significativa em seu número na Europa Ocidental começou a ocorrer com o surgimento das Cruzadas, que trouxe muitos pogroms e ordens de expulsão sucessivas, na Inglaterra (1290), França (século 14) e Espanha (1492). Com o fim da era medieval, um fenômeno semelhante iria se repetir na península italiana e na maioria das cidades e principados alemães em terras de língua alemã no século XVI. Grandes populações de língua iídiche surgiram ao longo desses mesmos séculos na Europa Oriental. No século 17, um processo de gotejamento começou, com a migração reversa de volta para a Europa central e ocidental, após pogroms na Ucrânia (1648-1649). [5]


Comerciantes e Mecânicos

O feudalismo europeu se desenvolveu para treinar, equipar e apoiar os cavaleiros que eram o instrumento de guerra dominante. Suas instituições eram bem adequadas às condições do início da Idade Média: assentamentos que eram pequenos e dispersos, mas que forneciam algum alívio da ilegalidade que prevalecia na selva entre eles, mercados que eram limitados, locais e dominados pela troca (aqui ) As instituições feudais eram governadas por costumes, o que as tornava resistentes a mudanças. Eles caíram apenas quando grandes mudanças no ambiente social os tornaram totalmente obsoletos. Essas mudanças demoraram a chegar. Alguns deles seguiram os ritmos lentos da Idade Média, enquanto outros eram rápidos e dramáticos.

Europa se enche

O norte da Europa em 800 DC era escassamente povoado, com uma economia baseada em solares espalhados que eram quase autossuficientes, mas sua população estava crescendo lentamente. Novos feudos foram estabelecidos em áreas selvagens, e os feudos mais antigos gradualmente absorveram as terras indomadas que os cercavam. À medida que os feudos se tornavam mais populosos e menos isolados, mais mercadorias eram trazidas e levadas por comerciantes profissionais.

As diferenças na densidade populacional explicam grande parte do comércio adicional. As áreas de fronteira tendiam a explorar as florestas: elas produziam madeira, breu, alcatrão e peles. As áreas recém-ocupadas produziam grãos e outros produtos agrícolas. As áreas mais antigas, onde a densidade populacional era mais alta, tendiam a produzir bens intensivos em mão-de-obra (como lã e tecido de linho) em vez de bens intensivos em terra. Cada área vendeu suas próprias mercadorias para comprar as mercadorias das outras áreas.

Essa rede de comércio espalhou-se pelo norte da Europa e acabou se conectando à rede de comércio do Mediterrâneo. A última rede envolvia comércio entre cidades-estados italianas (especialmente Gênova, Veneza e Pisa) e o mundo árabe. Os comerciantes italianos trocaram madeira, ferro e produtos manufaturados de madeira e metal por bens de luxo que os comerciantes árabes haviam comprado nas terras próximas ao Oceano Índico: especiarias, perfumes, marfim, seda. A demanda do norte da Europa por esses bens aumentou à medida que ela se tornou mais rica e populosa.

O assentamento de terras de fronteira levou ao fortalecimento do comércio, ao crescimento das cidades (que tendiam a se desenvolver ao longo das rotas comerciais) e à produção cada vez mais especializada. Essas tendências continuaram até o final do século 12, quando restaram poucas terras não ocupadas.

O feudalismo foi concebido para uma sociedade em que existiam apenas mercados locais e em que as transações monetárias eram relativamente raras. A ascensão do comércio aprofundou os mercados e tornou as transações monetárias cada vez mais comuns, mas o feudalismo demorou a responder a essas mudanças. A lei consuetudinária que governava os feudos era a proteção dos servos contra senhores autoritários. Qualquer desvio da lei reduzia a autoridade da lei, de modo que os servos tendiam a pesar o benefício imediato de um desvio contra o custo de longo prazo da erosão da lei. Freqüentemente, resistiam à mudança porque acreditavam que o custo superava o benefício.

A mudança mais significativa foi a substituição de um pagamento fixo em dinheiro pela obrigação de trabalho do servo, deixando-o livre para trabalhar em tempo integral por conta própria. Os senhores também começaram a arrendar algumas de suas terras para pagamentos fixos em dinheiro. Esses pagamentos foram incorporados ao direito consuetudinário e não flutuaram. Na idade Média,

preços e salários expressavam um julgamento moral de valor. A oferta e a demanda eram moralmente irrelevantes. O conceito moderno de preços e salários como dispositivos pragmáticos para limpar os mercados e alocar recursos, sem implicar nenhum julgamento moral, surgiu muito mais tarde. 1

Um pagamento em dinheiro substituiu cada vez mais as obrigações de um senhor para com o rei, bem como as obrigações de um senhor menor para com seu suserano. Os mercados estavam agora suficientemente profundos para que o rei não precisasse dispersar suas forças. Em vez disso, ele poderia ter um exército permanente, que aumentaria com mercenários se fosse necessário. Embora esta inovação tenha extinguido um dos principais objetivos do solar, ele continuou por séculos.

A noite dos cavaleiros

O alto custo de treinamento, equipamento e suporte de um cavaleiro foi um fator chave para o sistema feudal. Esses custos foram incorridos voluntariamente quando o cavaleiro era a arma de guerra dominante, mas seu domínio chegou ao fim no século XIV.

Os cavaleiros franceses foram derrotados pela infantaria flamenga na Batalha de Courtrai (1302). Os cavaleiros eram nobres e a infantaria eram cidadãos que haviam sido treinados como unidades de milícia. As formações de lúcios flamengos formaram linhas que os cavaleiros atacaram, mas não conseguiram quebrar. As forças flamengas então empurraram os cavaleiros para trás em terreno acidentado. Esta retirada deixou os cavaleiros em alguma desordem, e muitos foram isolados e mortos por seus inimigos.

Batalha de Courtrai, 1302

As batalhas em Crecy (1346) e Agincourt (1415) colocaram cavaleiros franceses contra arqueiros ingleses. Os cavaleiros perderam desastrosamente em ambos os casos. Os arqueiros eram plebeus que entraram em serviço apenas durante uma campanha militar, ao passo que os cavaleiros não tinham outra ocupação e precisavam ser continuamente apoiados. Os arqueiros longos, assim como os cavaleiros, exigiam anos de prática para desenvolver sua força e habilidades, mas seu treinamento era apenas um complemento de suas vidas como fazendeiros ou comerciantes.

Batalha de Agincourt, 1415

Os italianos preferiram a besta. Sua construção era muito mais mecânica do que a de um arco longo, e os besteiros podiam ser treinados rapidamente. Tanto a besta quanto o arco longo podem perfurar a armadura. A armadura de placa evoluiu para minimizar essas ameaças, mas o peso maior da armadura era um perigo em si. Muitos dos cavaleiros que morreram em Agincourt foram derrubados de seus cavalos e ficaram indefesos nos campos lamacentos até serem casualmente despachados por soldados de infantaria.

O golpe final para a cavalaria foi o desenvolvimento de armas de pólvora. A pólvora foi inventada pelos chineses, que foram os primeiros a usá-la como arma. O Ocidente aprendeu sobre a pólvora em meados do século XIII (várias centenas de anos após sua invenção), mas havia paridade entre as armas europeias e chinesas no início do século XIV. 2 As armas europeias de pólvora evoluíram rapidamente no século seguinte, com inovações no projétil, no canhão e na própria pólvora. Em meados do século XV, as armas de pólvora podiam determinar o resultado de uma batalha. Em 1453, por exemplo, as forças de Joana d'Arc derrotaram um exército inglês em posições de artilharia entrincheiradas.

A peste negra e suas consequências

A população da Europa Ocidental em 1300 era de 73 milhões. A era da fronteira havia acabado, pois quase todas as terras agricultáveis ​​haviam sido exploradas. A grande população significava que havia muito trabalho para trabalhar a terra, deixando os latifundiários prósperos e os camponeses pobres. Há poucos motivos para duvidar da previsão malthusiana de que um maior crescimento populacional teria deixado a vasta maioria da população em miséria. Esse crescimento populacional não veio. A população caiu para 51 milhões em 1350 e não se recuperou totalmente até 1550.

Houve várias razões para esse declínio. A produção de alimentos da Europa em anos bons era suficiente para alimentar sua população, mas qualquer quebra de safra levava à fome. As falhas de colheita ocorreram repetidamente durante este tempo. Só na França houve fome generalizada durante os anos 1304, 1305, 1310, 1315, 1322, 1325, 1330-4, 1344, 1349-51, 1358-61, 1371, 1374-5 e 1390. 3 Guerras também eram frequentes, enquanto Estados-nação incipientes lutavam pelas fronteiras. O maior assassino, porém, foi a Peste Negra.

A Peste Negra é o nome dado às pragas bubônicas e pneumônicas que assolaram a Eurásia durante os séculos XIV. Há alguma incerteza sobre as origens do bacilo que causou essas pragas, mas ele se estabeleceu na população de roedores das estepes asiáticas no século XIV. Foi levado para leste e oeste por comerciantes e pelos exércitos mongóis. A praga atingiu a China no início do século XIV, matando algo entre um terço e metade de sua população. A Ásia Central e o Oriente Médio foram igualmente duramente atingidos em meados do século: o número de mortos parece ter ultrapassado a metade da população em alguns lugares.

O progresso da peste na Europa está particularmente bem documentado. O porto de Kaffa na Crimeia ficava na extremidade oeste da Rota da Seda e foi ocupado por comerciantes genoveses no século XIV. A Horda de Ouro, tentando expulsar os genoveses, sitiou a cidade em 1344. Seus soldados foram devastados pela praga em 1347, e a praga atingiu a cidade sitiada em breve
Depois disso. 4 Os italianos que fugiram de Kaffa transportaram a doença para Constantinopla e, em seguida, para Pisa, Veneza e Gênova, quando voltaram para suas casas. A peste então saltou de porto em porto no Mediterrâneo e se espalhou por terra em um ritmo mais lento.

A taxa de mortalidade variava muito de país para país e de cidade para cidade, por isso é difícil estimar a taxa de mortalidade geral na Europa. Uma estimativa conservadora é que um terço da população da Europa foi morta por volta de 1350. Algumas estimativas recentes ultrapassam a metade. 5

Algumas das terras agrícolas menos produtivas foram abandonadas quando a força de trabalho entrou em colapso. A produção agrícola total caiu (porque havia menos trabalhadores), mas a produção por trabalhador aumentou (porque eles estavam trabalhando em terras melhores). Como o número de feudos não mudou, cada um produziu menos do que antes. Os senhores feudais tentaram minimizar suas perdas de renda sujeitando os camponeses aos salários e condições de trabalho que prevaleciam antes da epidemia. Os camponeses, por outro lado, reconheciam que seu trabalho havia se tornado mais valioso e esperavam um tratamento mais favorável dos senhores. Embora a lei consuetudinária os prendesse ao feudo, eles estavam cientes de que tinham opções: eles poderiam ingressar em outro feudo (cujo senhor, desesperado por trabalho, dificilmente os mandaria de volta), ou juntar-se à força de trabalho migrante que mudou de feudo para feudo para atender à demanda sazonal de mão de obra. Os camponeses exigiam um tratamento melhor e os senhores geralmente eram incapazes de resistir às suas reivindicações. Os salários dos trabalhadores agrícolas aumentaram e os servos conseguiram reduzir ou eliminar muitas de suas obrigações para com o senhor. Em alguns casos, os senhores optaram por retirar-se do gerenciamento direto da terra, alugando suas terras por dinheiro. No final do século XIV, a terra era quase exclusivamente cultivada por trabalhadores assalariados ou por fazendeiros livres que pagavam aluguel ou possuíam a terra por completo.

O impacto geral dessas mudanças foi a conversão da terra e do trabalho em mercadorias cujos preços, pelo menos até certo ponto, refletiam as condições do mercado. Essa mudança, argumentam North e Thomas, reduziu a lacuna entre as avaliações privada e social, tornando as economias europeias mais eficientes.

North e Thomas observam que esse resultado não era inevitável. Os senhores russos enfrentavam a mesma escassez de mão de obra, mas eram mais unidos e mais dispostos a usar a força. Após a praga, os servos russos foram reduzidos à escravidão virtual, situação que não mudou até as Grandes Reformas de 1861. A servidão russa, uma instituição que remonta ao século XI, sobreviveu até a era do Câmera.

Conclusões

O feudalismo deixou de ser uma instituição eficaz no século XV, mas sua marca era visível na Europa Ocidental ainda no século XVIII. Na Inglaterra, por exemplo, os cercamentos de terra dos séculos XVII e XVIII foram implementados para substituir uma alocação ineficiente de terras agrícolas, uma relíquia do feudalismo, por outra mais eficiente. A distribuição de renda no final do século XVI também era um reflexo do feudalismo, sendo a elite econômica proprietária das grandes propriedades.

Embora os vestígios do feudalismo permanecessem, a Europa ocidental estava se voltando para uma economia de mercado no século XV. Os bens manufaturados estavam se tornando cada vez mais importantes, assim como o comércio.


TEORIA EM PROFUNDIDADE

O feudalismo parecia estar evoluindo ou evoluindo ao longo dos séculos. É quase impossível identificar quando o feudalismo completo chegou como um fenômeno discreto e autocontido. A essência do feudalismo pode ser extraída de seus exemplos históricos, no entanto, para revelar a teoria por trás do sistema.

Funções de gênero

O feudalismo era em grande parte um sistema dominado por homens. Como senhores e vassalos, possuidores de propriedades em algum nível da pirâmide feudal, a relação entre superiores e dependentes quase sempre incluía apenas partidos masculinos. Em vez disso, as mulheres não possuíam terras; elas eram consideradas propriedade pela maioria dos sistemas jurídicos. Apenas algumas mulheres monarcas, como Eleanor de Aquitaine (1122-1204), eram exceções à regra. A natureza militar da ordem feudal com sua ênfase no combate pessoal e no treinamento excluiu ainda mais as mulheres da hierarquia do sistema feudal. Na maior parte, as decisões feudais eram decisões masculinas.

Isso não quer dizer que as mulheres não estivessem envolvidas na ordem feudal. De trabalhadores agrícolas entre os servos a heroínas da música e da história, a vida das mulheres, assim como dos homens, foi tecida inextricavelmente no tecido feudal. Embora não ocupassem cargos de decisão oficiais específicos dentro da hierarquia feudal, as mulheres eram indispensáveis ​​no código de cavalaria relacionado que apoiava e complementava o feudalismo. Por exemplo, os ditames castos e piedosos do amor cortês celebravam exemplos de virtude feminina, usando-os como inspiração para buscas, justas e boas ações cavalheirescas, bem como o foco para a proteção de inocentes. As lendas arturianas, que exploravam e refinavam os temas cavalheirescos, reconheciam as mulheres como figuras poderosas, capazes de atos extraordinários - e às vezes sobre-humanos - de fé, magia e até arte de governar. Talvez o mais importante, o código cavalheiresco abriu oportunidades para mulheres reais, em oposição às ideais ou fictícias, para ganhar fama como poetas, artistas, compositoras e autoras. O renascimento das artes associadas à era da cavalaria permitiu a algumas mulheres talentosas e visíveis novas oportunidades de reconhecimento artístico e autoexpressão.

BIOGRAFIA:

Leonor da Aquitânia

Talvez a mulher mais conhecida da era feudal, Eleanor da Aquitânia foi a rainha de dois dos países mais poderosos do mundo na Idade Média e usou sua riqueza e influência para patrocinar poetas, artistas, baladeiros e autores que criaram novos interpretações do código de cavalaria.

Eleanor era filha e herdeira de William X, duque da Aquitânia. Ela se casou com Luís VII e tornou-se rainha da França. Determinada e aventureira, ela convenceu o marido a permitir que ela o acompanhasse com suas tropas à Terra Santa durante a Segunda Cruzada (1147-1149). Em 1152, Eleanor e Louis receberam a anulação de seu casamento e Eleanor se casou com Henrique, duque da Normandia e conde de Anjou, que logo se tornou Henrique II da Inglaterra. Entre seus filhos estava Ricardo I, também conhecido como Ricardo, o Coração de Leão, e João I. Depois de uma revolta malsucedida contra seu marido Henrique em 1173, Eleanor foi mantida em prisão domiciliar até 1185. Ela apoiou a oferta de Ricardo ao trono após a morte de seu pai e ajudou a manter sua posição quando foi capturado durante a Terceira Cruzada (1190–1194). Ela também ajudou a orquestrar seu resgate e libertação. Após a morte de Richard, Eleanor apoiou a oferta de John para o trono. Ela foi ativa na política da corte ao longo de sua vida e morreu cinco anos depois que John assumiu o trono da Inglaterra.

Embora uma presença política poderosa nos reinados de quatro reis diferentes, Eleanor é mais conhecida como uma entusiasta do código de cavalaria, uma patrona das artes e, como tal, uma inspiração no desenvolvimento da música, arte e literatura do era feudal. A rainha apoiou autores como Wace, Chrestien de Troyes e, muito provavelmente, Marie de France, entre outros, em seus esforços para glorificar os modos corteses e as virtudes cavalheirescas. Por meio de seu exemplo e benevolência, Eleanor da Aquitânia tornou-se uma das principais arquitetas e inspirações do renascimento feudal das artes.

No entanto, o próprio feudalismo tinha uma face nitidamente masculina. Em sua forma mais básica, o feudalismo era local, pessoal e hierárquico. Todas essas três características surgiram do fato de que o sistema feudal dependia da terra como seu alicerce básico. Na sociedade feudal, o monarca possuía a terra, mas a dividia

entre seus nobres, que por sua vez o dividiam entre seus apoiadores, que por sua vez o dividiam entre seus trabalhadores. Isso é conhecido como sistema senhorial.

O Sistema Manorial

O contrato feudal No sistema feudal, as terras cedidas por um superior a seu dependente eram denominadas feudo. O dependente, ou vassalo, jurava lealdade ao seu superior, também conhecido como senhor ou suserano, em uma cerimônia de homenagem. Nessa cerimônia, como na recomendação anterior, o vassalo colocou as mãos nas mãos de seu senhor e jurou lealdade por meio de um juramento de fidelidade. Por sua vez, o senhor beijou o vassalo e aceitou sua promessa. Essa prática serviu para tornar pública a relação pessoal entre o senhor e seu vassalo e selou o contrato feudal entre os dois. Ao jurar lealdade, o vassalo prometeu lutar e defender seu senhor e suas terras, e também oferecer ao senhor parte de seus ganhos com a terra por meio de presentes, porcentagens de safras, etc. O contrato também obrigava o senhor a dar ao vassalo uma feudo para seu sustento, os indivíduos apegados ao feudo, e a promessa de ordem (neste sistema descentralizado, o senhor servia como o principal instrumento de justiça, e assim ouvia disputas e decidia sentenças).

Esse contrato feudal tinha várias características importantes. Primeiro, foi recíproco. Isso unia ambas as partes, de forma que cada uma tinha deveres e responsabilidades para com a outra. Se um lado não seguisse adiante, o relacionamento mutuamente benéfico desmoronava. Em segundo lugar, era informal. O contrato dependia do interesse próprio - uma vez que cada parte tinha um bom motivo para cumprir o acordo - e um código de honra conhecido para aplicação. Os valores da cavalaria, então, desempenharam um papel na socialização de senhores e vassalos para se tornarem bons guardadores de contratos. Terceiro, e talvez o mais importante, o contrato não era exclusivo: na verdade, os contratos feudais foram empilhados uns sobre os outros para criar a pirâmide feudal. Em outras palavras, o fato de que um indivíduo era senhor de um vassalo não impedia esse mesmo indivíduo de ser vassalo de um senhor maior ao mesmo tempo, e assim por diante.

A pirâmide feudal Esta pirâmide terminou em seu topo com o rei. Abaixo dele estavam seus inquilinos-chefes, condes e barões que haviam recebido seus feudos do soberano. Abaixo dos condes e barões estavam os mesne-inquilinos, ou vassalos que recebiam seus feudos dos condes e barões. Podem existir vários níveis de inquilinos mesne, cada um jurando fidelidade aos senhores que lhes deram seus feudos. Na base da pirâmide estavam os vilões, ou servos. Os servos permaneceram ligados por hereditariedade à terra, seja por costume ou lei, eles realizavam trabalho agrícola na terra onde seus ancestrais haviam trabalhado, nas seções que os servos reivindicavam como suas com a permissão do senhor, e a propriedade, ou a terra do senhor separado para seu próprio uso. Na propriedade, eles deviam a seus senhores o trabalho de duas formas: trabalho semanal, um número específico de dias por ano e dias de benefício, ou períodos de esforço extra, como a época da colheita. Os servos livres podiam se mudar para outro feudo por conta própria se quisessem, mas os servos servis tinham que receber permissão se desejassem deixar o feudo, a maioria dos servos permanecia na mesma terra por gerações.

O coração do sistema feudal não estava no topo da pirâmide, com o rei, mas na base da pirâmide, na terra. A maioria das pessoas durante a era feudal eram camponeses, servos livres ou servis. Seu mundo, e o mundo de seus senhores imediatos, girava em torno do feudo. O feudo em sua menor forma consistia em uma mansão. O senhor manteve a mansão e a propriedade circundante para uso próprio e de sua família. O resto da terra do feudo foi dividida. Os servos mantinham as terras aráveis ​​divididas em um sistema decidido por cada senhor individual (geralmente em pequenas faixas dadas aos camponeses para viver e trabalhar). Os servos geralmente tinham o prado em comum. O senhor tradicionalmente retinha a propriedade da floresta, mas permitia que os servos caçassem, pescassem e cortassem madeira na terra, desde que compensassem o senhor quando usassem esse privilégio. Assim coexistiam na terra camponês e aristocrata, vassalo e senhor.

O sistema legal O feudo serviu como unidade política e econômica do sistema feudal. Politicamente, o feudo oferecia justiça, proteção e administração. Cada feudo desenvolveu um conjunto de tribunais senhoriais onde disputas sobre propriedades ou crimes podiam ser ouvidas. O senhor local ou seu agente presidia o sistema de justiça. As decisões tomadas ao longo do tempo tornaram-se precedentes e serviram como uma forma de direito comum. Dessa forma, a lei evoluiu localmente, adaptada para atender às preocupações específicas dos camponeses, servos e pessoas livres de um determinado feudo. Cada tribunal senhorial e suas decisões podem ser um pouco diferentes, mas dentro de cada tribunal, as práticas evoluíram e se tornaram padronizadas. Mesmo se um rei ou suserano transferisse um feudo em particular para o controle de outro senhor, a infraestrutura desse feudo, com seus tribunais e convenções, permanecia intacta. O rei também mantinha tribunais, mas estes ouviam apenas uma pequena fração dos casos no país. O sistema jurídico da Idade Média, como o próprio feudalismo, era amplamente descentralizado e pessoal.

Termos do contrato feudal Este sistema também previa os direitos das pessoas sobre a terra. Lordes e vassalos, em virtude do contrato feudal, tinham reivindicações específicas uns contra os outros: o senhor tinha que prover o sustento e o vassalo lealdade e proteção. Os servos também tinham essas reivindicações. Mesmo os servos servis não eram de fato escravos. Por meio do contrato implícito entre senhorio e servo, reconhecido pelo sistema judicial senhorial, o senhor esperava bens de seus trabalhadores - trabalho, lealdade, taxas, pagamento pelo uso das florestas do senhor, etc. - mas o senhor também devia a segurança do servo , sustento e direitos humanos básicos. Em certo sentido, o sistema feudal agia como uma apólice de seguro primitiva. Nos tempos bons e produtivos, os servos deviam ao senhor dos feudos taxas, pagamentos e parte dos frutos de seu trabalho. No entanto, se a quebra de safra ou doenças assolassem as terras do feudo, esperava-se que o senhor liquidasse os ativos para sustentar aqueles que o serviam. Um senhor enfrentava vergonha e censura pública se se afastasse do código de cavalaria e se comportasse de forma inadequada, além disso, se perdesse sua força de trabalho, também enfrentaria a ruína financeira. Servos satisfeitos e motivados trouxeram honra e sucesso material ao senhor.

O feudo, portanto, também servia como unidade econômica do sistema feudal. A economia da Idade Média girava principalmente em torno da agricultura, e o feudo supervisionava e organizava o cultivo da terra. Melhorias internas - construção e reparo de estradas, pontes, represas e outras vias para pessoas e informações - também ocorreram no nível do solar. Os impostos e as vistorias, quando cobrados, também eram canalizados para o feudo. Muitas economias senhoriais também incluíam formas modestas de pequenas manufaturas, como a produção de tecidos, peças de ferro e outros produtos básicos necessários para a vida diária. A autossuficiência era uma meta do sistema, pois, a qualquer momento, uma guerra ou doença poderia isolar o feudo de seus vizinhos e deixar que seus inquilinos se sustentassem.

A Igreja Entrelaçada ao sistema senhorial estava a Igreja. Seus membros eram vassalos de vários senhores e, portanto, deviam lealdade não apenas aos funcionários da Igreja e ao papa em Roma, mas também a outros líderes leigos. No nível local, a Igreja reforçou o sistema feudal oferecendo-lhe instrução - incluindo o apoio ao código de cavalaria - e caridade, outra forma de seguro para os mais humildes da sociedade. Por meio das Cruzadas e outros eventos, a Igreja também permaneceu envolvida com a unidade final do sistema feudal: os militares.

Entre as responsabilidades dos vassalos para com os senhores estava o dever de defesa. Se um senhor precisasse de ajuda militar, o vassalo jurava responder. Para os grandes senhores que serviam a senhores ainda maiores e / ou ao rei, o dever de defesa significava mais do que aparecer em uma batalha com uma espada. Esses vassalos deviam a seus superiores forças, número de homens, treinados e preparados e capazes de vencer uma guerra. Reis, por exemplo, pedia aos inquilinos-chefes apoio militar e eles, por sua vez, levantavam exércitos convocando seus inquilinos prometidos. O resultado foram exércitos particulares e cavaleiros de carreira.

Cavalaria Talvez nenhuma figura represente mais a Idade Média para a mente moderna do que o cavaleiro. Alguns eram proprietários de terras e outros aceitavam feudos em outras formas, como dinheiro ou presentes semelhantes. Todos precisavam de suas próprias equipes de suporte para treinamento e ajuda. Os meninos que esperavam se tornar cavaleiros, geralmente filhos dos próprios cavaleiros, começaram seu aprendizado militar como crianças enviadas para as cortes de senhores ou reis. Lá as páginas, ou jovens estudantes, aprenderam sobre armamento, caça, falcoaria, cães e o código de cavalaria. By puberty, knights in training became squires. Each served a knight and learned firsthand about warfare and courtly society. By 21, squires with sufficient skill, reputation, and wealth could become knights.

For these men, trained for more than a decade before even reaching knighthood, war was a lifetime occupation. As various knights—and beneath them, common soldiers—were loyal to specific lords, a balance of power often emerged among the highest level of counts and barons. When this balance failed, internal fighting broke out until the medieval arms race returned to equilibrium. The high number of knights and military men who relied on the patronage of lords and/or kings led to war by necessity: if the forces existed, then they would find someone to fight. The military manpower was too expensive and time–consuming to maintain simply to leave it inactive. Thus war, external and civil, as well as invasions and boundary disputes typified the feudal age.

All of the ingredients of the feudal system served to make society local, personal, and hierarchical. The manor, the smallest unit of feudal society, served key political and economic roles by providing justice, protection, administration, and a primitive form of insurance. The church and the military, bound to the feudal system as well, had their own forms of hierarchy between superiors and dependents. All of the relationships that built the feudal pyramid from its base to its point relied on two key ingredients to hold the contract together: self–interest, backed by the knowledge that both sides had to meet their obligations for each side to benefit and honor, fueled by the values of the code of chivalry. These motivations did not always ensure that all interactions were ideal, but they did form the enduring backbone of feudalism for centuries.

Literature of the Feudal Era

Since feudalism was an evolved system, developed over centuries through local, decentralized, informal precedents, rather than an implemented system, in which leaders devised a plan and then set in place, major writings on feudalism did not appear before or even during the development of the system instead, they appeared after feudalism was in widespread practice. Perhaps the most important writings were not the examinations of the feudal system and the celebrations of the code of chivalry, but the modest contracts between lords and vassals, the granting of benefits and similar transactions. One of the most lasting impacts of the feudal era is the concept of the contract.

Otherwise, feudalism did not have theorists as much as it had commentators, or thinkers who observed the system after its development and remarked upon it, practitioners, or those who used its rhetoric to further their own goals, and artists, or those who expressed the values and conflicts of feudalism through fiction, song, and other media. Perhaps one of the best writings to exemplify feudalism in practice is Bernard of Clairvaux's "Letter to Pope Eugenius III." Bernard of Clairvaux (1090–1153), or Saint Bernard, was a French mystic, orator, and leader of the Cistercian order of monks. He also was a political figure who made many journeys for peacekeeping, charity, and reform. In approximately 1146, Bernard wrote to his friend Pope Eugenius III to encourage the Pope's faith and action in the Second Crusade and its goal to take Jerusalem under Christian control. In the letter, the feudal interrelationship of the Church and state is clear: Bernard wants the Pope to launch a military campaign and gather lay leaders behind its banner. The influence of chivalric thought is also evident—Bernard praises courage, criticizes cowardice, and underscores the values of faithfulness and spirituality:

The news is not good, but is sad and grave. And sad for whom? Rather, for whom is it not sad! Only for the sons of wrath, who do not feel anger, nor are they saddened by sad events, but rejoice and exult in them…. I tell you, such a general and serious crisis is not an occasion to act tepidly nor timidly. I have read [in the book of] a certain wise man: 'He is not brave whose spirit does not rise in difficulty.' And I would add that a faithful person is even more faithful in disaster. The waters have risen to the soul of Christ, and touch the very pupil of his eye. Now, in this new suffering of our Lord Christ, we must draw the swords of the first Passion…. An extraordinary danger demands an extraordinary effort. The foundation is shaken, and imminent ruin follows unless resisted. I have written boldly, but truthfully for your sake…. But you know all of this, it is not for me to lead you to wisdom. I ask humbly, by the love you particularly owe me, not to abandon me to human caprice but ask eagerly for divine counsel, as particularly incumbent upon you, and work diligently, so that as His will is done in heaven, so it will be on earth.

Bernard's writings, such as his influential letters to Pope Eugenius III embody the very soul of feudalism. Eugenius III and other officials listened to Bernard's advice. The Church appreciated Bernard's outspoken example as a leader of his day, and in 1170, only 17 years after his death, Bernard was canonized.

If Bernard's work represents the religious end of feudalistic writings, then the work of John of Salisbury represents the political theory of the period. John of Salisbury (1120?–1180) studied in France under some of the greatest minds of the era: Peter Abelard, William of Conches, and Thierry of Chartres, among others. He was the secretary to the Archbishop of Canterbury for years and Bishop of Chartres for the last four years of his life. John is best known for two works of political scholarship, both of which were influential among scholastic philosophers in his own day. Metalogicus (1159) painted a portrait of scholarly life, criticized educational practices, and explored the debates of teaching methods and theories. John's work marked him as a humanist, a thinker concerned with the betterment of humankind through reason and learning.

His second work, also completed in 1159, was Policraticus: Of the Frivolities of Courtiers and the Footprints of Philosophers. In this treatise on government John set out the criteria by which political systems should be judged. He used the familiar metaphor of the human body to show how all parts of the political body should work together in harmony and reciprocity, thus satisfying natural law, divine will, and the general good. Policraticus, arguably the first work of medieval political theory, strengthened the core of feudalism with its praise of balance, mutual obligation, and loyalty between superiors and their dependents:

None the less, in order to address generally each one and all, they are not to exceed the limits, namely, law, and are to concentrate on the public utility in all matters. For inferiors must serve superiors, who on the other hand ought to provide all necessary protection to their inferiors. For this reason, Plutarch says that what is to the advantage of the humbler people, that is, the multitude, is to be followed for the fewer always submit to the more numerous. Therefore, magistrates were instituted for the reason that injuries might be averted and the republic itself might put shoes, as it were, on its workers. For when they are exposed to injuries it is as if the republic is barefoot there can be nothing more ignominious for those who administer the magistracies. Indeed, an afflicted people is like proof and irrefutable demonstration of the ruler's gout. The health of the whole republic will only be secure and splendid if the superior members devote themselves to the inferiors and if the inferiors respond likewise to the legal rights of their superiors, so that each individual may be likened to a part of the others reciprocally…

Bernard of Clairvaux's letter and John of Salisbury's treatise, one a glimpse of feudal thought in action and the other a window into feudal thought in theory, represent the non–fiction writings of the era. The High Middle Ages, however, was known as a renaissance in poetry, music, and fiction. Perhaps the most long–lived contribution of the age is the birth of Arthurian literature. One of the earliest examples of King Arthur's exploits appeared in the tenth– or eleventh–century collection known as The Black Book of Carmathen. The author and exact date of the work is unknown, but the impact of it and its Arthurian contemporaries cannot be overestimated. Not only did the stories entertain, but they also instructed readers in the political tenets of feudalism and the corresponding values of chivalry.

In one poem, a dialogue between Arthur and a porter known as Glewlwyd Mighty–grip, Arthur introduces his men and, with them, the traits he prizes in them: fearlessness, wisdom, and faithfulness. His men have fulfilled their obligation to him by fighting for him and counseling him. In return, Arthur is looking after his duty toward them, reminding Glewlwyd that "a lord would protect them." Arthur is portrayed as a proper lord with worthy dependents who honor the feudal contract with their superior. The reciprocal relationship they share is personal and affectionate, and it encourages the chivalric virtues in them all. When readers thrilled to the adventures of the king and his knights, they also received instruction on the complex relationships of the feudal system.

[Glewlwyd:] Who comes with you? [Arthur:] The best men in the world. [Glewlwyd:] To my house you will not come unless you deliver them [Arthur:] I shall deliver them and you will see them. Wythnaint, Elei, and Sywyon, these three Mabon son of Modron, servant of Uther Pendragon, Cystaint son of Banon, And Gwyn Godybrion harsh were my servants in defending their rights. Manawydan son of Lyr, profound was his counsel. Manawyd carried off Shields pierced and battle–stained. And Mabon son of Mellt stained the grass with blood. And Anwas the Winged and Lluch of the Striking Hand, they were defending on the borders of Eidyn. A lord would protect them my nephew would give them recompense.

Later in the Middle Ages the tone of works began to deviate from fictional and non–fictional positive, unapologetic views of feudalism. Books such as Brunetto Latini's The Book of Treasure (1266) and John Wyclif's On the Duty of the King (1379) and later works by Christine de Pisan and Machiavelli, among others, shifted the emphasis from chivalric virtues and reciprocal obligations among the people to focus on the power of the king. This shift ushered in a new era of nation–states with powerful monarchs and bring an end to the Middle Ages and its system of feudalism.

Bernard of Clairvaux, John of Salisbury, and The Black Book of Carmathen all illuminated some aspect of feudalism as a political system. One document, however, embodied feudalism more than any other: the Magna Carta, or The Great Charter of English Liberty Decreed by King John. John did not originate the idea of the charter on the contrary, he signed it under compulsion from his barons and the Church in 1215. The impulse for the combined lay and religious demand for the compact rested squarely in feudal thought. The King, as the greatest lord in the country, still owed duties and responsibilities to his vassals. The barons and Church forced John, who extended his powers whenever possible, to recognize his obligations and to place himself under the same law as his subjects. The claims against John flowed directly from the notion of the feudal contract. John's signature not only reinstated the monarch's acceptance of his feudal relationships, but it also paved the way for the English and U.S. constitutions.

60. Moreover all the subjects of our realm, clergy as well as laity, shall, as far as pertains to them, observe, with regard to their vassals, all these aforesaid customs and liberties which we have decreed shall, as far as pertains to us, be observed in our realm with regard to our own….

63. Wherefore we will and firmly decree that the English church shall be free, and that the subjects of our realm shall have and hold all the aforesaid liberties, rights and concessions, duly and in peace, freely and quietly, fully and entirely, for themselves and their heirs, from us and our heirs, in all matters and in all places, forever, as has been said. Moreover it has been sworn, on our part as well as on the part of the barons, that all these above mentioned provisions shall be observed with good faith and without evil intent. The witnesses being the above mentioned and many others. Given through our hand, in the plain called Runnimede between Windsor and Stanes, on the fifteenth day of June, in the seventeenth year of our reign.

Even the Magna Carta, which captured a feudal moment in time while also anticipating later constitutional theory, could not halt the European evolution toward powerful monarchs ruling centralized nation–states. Even as John agreed to the demands of the barons and the Church, the days of the Middle Ages were numbered.


What was the social status of merchants in Medieval Europe?

Location: North West & Central Europe (France/Germany/Britain & nearby areas).

Were merchants able to intermarry with nobles? Did they have the ear of the ruler? Did their class concerns get addressed? Were they ever given prominent government positions? Did they send some of their sons to the clergy? Could they become high ranking clergymen?

They were respected and well-off, but nobles looked down on them somewhat. For instance, if the son of a noble realmente wanted to, he could sell things as a merchant( cloth, grain, wine, etc) but this would cause them to lose noble privileges, so a merchant marrying a noble would be not very likely. They weren't close with the King unless they worked solely for him(the King would likely have his own vineyards, etc). Merchants could be rich, the ones trading expensive exotic spices for instance- but a lot of them were very well-off. And merchants could absolutely send a son to the clergy. However, they themselves becoming a high ranking clergy member is extremamenteunlikely- they were already settled in as merchants and that is what they were. Can you imagine the time and devotion it would take to become, say, a bishop? Hope this helps and sorry for the wall of text

EDIT: sources. A Distant Mirror: the Calamitous 14th Century, Barbara W. Tuchman. Growing up in Medieval England, Barbara A. Hanawalt. Time Traveller's Guide to Medieval England, Dr. Ian Mortimer


Medieval Castle Defense and Assault

The feudal system depended on protecting farms and the countryside, and the key to a kingdom’s defense was its castle. Likewise, taking over a kingdom meant conquering its castles, and doing so was the most challenging aspect of medieval warfare.

The main methods of attacking a Medieval Castle were:

  • Incêndio
  • Aríetes
  • Ladders
  • Catapults
  • Mineração
  • Cerco

Fire was the best way to attack the early Motte and Bailey castles since they were made entirely of wood. The fire might be started by building a bonfire against the outer wooden fence (palisade) or, more usually, by archers shooting fire-arrows into the castle. As the fire spread through the castle those living inside would be forced to leave allowing the attackers to take them prisoner or kill them. This was one of the reasons why Motte and Bailey castles were soon replaced by Stone Keep castles. Fire has little effect on a stone castle.

Battering Ram

The thick stone walls of the Stone Keep castles were difficult for men to knock down. Although pickaxes could be used against castles with thinner walls, it would take a very long time to knock a hole through a castle with very thick walls. The battering ram was particularly useful since the weight of several men would be put behind it. This would make it a considerable force that could seriously weaken and possibly destroy doors or walls.

Ladders

Ladders were used by those attacking a castle to climb over the walls and fight the castle inhabitants within the castle walls. However, ladders had the disadvantage of leaving the man climbing the ladder subject to attack by arrow, boiling water or oil, or by being thrown to the ground if the ladder was pushed away from the wall. To prevent this type of attack the Belfry or Siege Tower was developed.

The Belfry was a large structure on wheels that could be pushed up to the castle walls. Ladders inside the Belfry allowed attackers to climb to the top under cover and get into the castle. Castle owners prevented this type of attack by piling earth up against the castle walls so that the Belfry, which was on wheels, could not be pushed near to the castle.

Catapult

A variety of catapults or siege engines were developed during the Middle Ages to fire stones, fireballs or other objects such as dead sheep, cattle, or plague victims, at the castle walls or into the castle itself. This type of catapult works by twisting rope as tightly as possible so that it acts like elastic when the arm is released.

Mineração

A good way of attacking a stone castle was through mining. Attackers would dig a tunnel underground up to the castle walls, under the gatehouse if possible. They would then set a charge and make an explosion which would make the walls crumble and collapse. The advantage of mining was that the attack could not be seen by those living in the castle. However, if those inside the castle were aware that attackers were mining underground, they would often mine from the castle to meet the attackers underground and there would be a sword battle.

Cerco

Another good way of attacking a stone castle was by placing it under siege. Attackers would surround a castle with both men and catapults so that no one could enter or leave the castle. Sieges could last for months, usually until the inhabitants of the castle ran out of food and were starving. One of the castle owner’s main line of defence against siege was to send all women, children, old, weak and sick people out of the castle. This meant that only those strong enough to fight off attackers remained in the castle and that the food supply would last much longer.


The Status of Women in Medieval Europe

Castle Eltz, one of the most famous and beautiful medieval castles in Germany.
(Image: Julia700702/Shutterstock)

Civil Law and Marriage in Medieval Europe

Women in Medieval Europe were legally dependent on their husbands. In the scope of civil law, women were restricted from signing contracts, being witnesses in court, or borrowing money in their names. All of these had to be carried out under the legal authority of their husbands. In short, married women were considerably dependent on their spouses. Interestingly, these restrictions existed in many European countries until very recently.

Perhaps, you’ll be surprised to know that these laws did not apply to unmarried adult females, who were allowed to sign contracts, borrow money, and do the things that one would expect of a legally responsible adult. This was quite a significant advantage compared to the Roman Empire. In that era, all women, regardless of their marital status and age, needed a male guardian.

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Businesswomen in medieval Europe were able to protect their assets if they were in a trade that was different from that of their husbands. As an example, if a woman was working as a tailor and her husband was a brewer, their assets were completely separate from each other. Therefore, if the husband faced bankruptcy, his wife had no legal responsibility to pay his creditors. O termo femme sole (literally “woman alone”) was coined to describe these women.

Criminal Law and the Capital Punishment

As opposed to civil law, a woman’s marital status never mattered to criminal law. In other words, when a married woman committed a crime, she was subject to the same penalties as an unmarried one. The only exception was in the case of pregnancy: pregnant women were exempt from execution or any kind of torture. In addition, regardless of their marital status, all women were exempted from certain forms of torture by medieval courts. For example, women could not be broken on the wheel.

Place of execution of criminals in medieval Europe—chopping block and gallows on a wooden platform. (Image: Zhuravlev Andrey/Shutterstock)

In some cases, the judicial system in the High Medieval Ages treated female offenders more leniently. For example, same-sex relationships, which carried the death penalty for men, were no crime at all for women because such a relationship did not affect human reproduction.

Women who were found guilty of a capital offense were not so lucky though. In fact, they had to suffer the most brutal and painful type of executions in that era: burning at the stake. Unlike men who were sentenced to different kinds of execution depending on the severity of their crimes, female execution took only one form.

Contemporaries claimed this was necessary for the preservation of female modesty, because other forms of execution were deemed unbecoming of women. Although there may be some truth to this justification, modern historians have identified misogyny, as well as a deep-rooted suspicion and dislike of women on the part of males, as the root cause of this practice.

Politics and Women in Medieval Europe

Politically, women were able to rise to the highest levels of sovereignty. They could become queens and rule over kingdoms, or become regents and rule in the name of a minor child. Whether a woman was a queen or a regent, ruling either temporarily or permanently, her powers were not different from those of a male ruler.

This equality of powers was only because medieval politics were dynastic. In other words, offices passed down from fathers to sons. Therefore, in the absence of a legitimate male heir, an office could fall into the hands of a woman. This applied to both kingdoms and smaller political units. Counties passed among family members, duchies, and even castellanies – areas controlled by a single castellan, 15 or 20 miles in radius. In rare cases, these areas were ruled by women.

However, women in Medieval Europe were completely absent in public political roles. This was mainly because medieval towns followed a more republican form of government in which officials were elected and served for a set term. Therefore, a woman could not inherit a political office. The situation only changed in recent times. Ironically, democracy has been very unfriendly to female participation throughout history.

Economics and (Almost) Equal Opportunities

In Medieval Europe, women were relatively active in the marketplace. A survey of 100 guilds in Paris in 1300 showed that 86 percent were willing to admit female workers. Although some companies required permission from the woman’s husband, getting a job was not impossible.

There was also some sense of equality in terms of training. Female professionals were able to train apprentices regardless of their gender. No one seemed to think that a woman training a man was odd.

Sculpture of a nun on the facade of the Cathedral of the Good Shepherd in San Sebastian, Basque Country, Spain. (Image: Roman Belogorodov/Shutterstock)

Religion and Nunneries in Medieval Europe

It is reasonable to expect similar trends in religious settings, where women were absent in some areas and yet actively involved in others. For example, monasticism was prevalent among women. Woman could easily choose to become nuns and live in a nunnery. They could even rise through the ranks and one day command a nunnery. Back in the Middle Ages, convents were large organizations with various affairs and housed dozens of people. So, being the head of a nunnery allowed women to exert power over others. This power was especially appealing to high-born women who could not reach a status of authority in any other way.

However, women could never enter the realms of the priesthood. In other words, they were not allowed to take the position of a ‘secular clergy’ as they were non-ordained members of a church who did not live in a religious institute and did not follow specific religious rules.

Common Questions About the Status of Women in Medieval Europe

There was a large extent of inequality between men and women in Medieval Europe . Women did not have the right to vote or to choose whether they wanted to marry, have children, or even work in some instances.

Women in the Middle Ages were able to work as a craftswoman, own a guild, and earn money in their own ways. They could also divorce their husbands under certain conditions. Many outstanding female authors, scientists, and business owners lived during that age.

Women in medieval Europe were able to work in the majority of guilds. Other than being wives or mothers, they often chose to become artisans or nuns.

Most women in the Middle Ages wore kirtles, ankle-to-floor length dresses that were made of dyed linen. Among the peasant women, wool was a more favorable and affordable option. Women’s clothing also consisted of an undertunic called smock or chemise.


Feudalism

Feudalism was the system in 10th-13th century European medieval societies where a social hierarchy was established based on local administrative control and the distribution of land into units (fiefs). A landowner (lord) gave a fief, along with a promise of military and legal protection, in return for a payment of some kind from the person who received it (vassal).

The payment of the vassal to the lord typically came in the form of feudal service which could mean military service or the regular payment of produce or money. Both lord and vassal were freemen and the term feudalism is not generally applied to the relationship between the unfree peasantry (serfs or villeins) and the person of higher social rank on whose land they laboured.

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Problems of Definition

Although the term 'feudalism' and 'feudal society' are commonly used in history texts, scholars have never agreed on precisely what those terms mean. The terms were applied to European medieval society from the 16th century onwards and subsequently to societies elsewhere, notably in the Zhou period of China (1046-256 BCE) and Edo period of Japan (1603-1868). The term feudalism was not used by the people who lived in the Middle Ages. Neither can the feudal system, once defined, be applied uniformly across different European states as there were variations in laws and customs in different geographical areas and in different centuries. As a consequence, many historians beleive that the term feudalism is only of limited use in understanding medieval societies.

o Dicionário de Inglês Oxford has as concise a definition for feudalism as anywhere while still including its various levels of application:

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The dominant social system in medieval Europe, in which the nobility held lands from the Crown in exchange for military service, and vassals were in turn tenants of the nobles, while the peasants (villeins or serfs) were obliged to live on their lord's land and give him homage, labour, and a share of the produce, notionally in exchange for military protection.

Origins of Feudalism

The word 'feudalism' derives from the medieval Latin terms feudalis, meaning fee, and feodum, meaning fief. The fee signified the land given (the fief) as a payment for regular military service. The system had its roots in the Roman manorial system (in which workers were compensated with protection while living on large estates) and in the 8th century kingdom of the Franks where a king gave out land for life (benefice) to reward loyal nobles and receive service in return. The feudal system proper became widespread in Western Europe from the 11th century onwards, largely thanks to the Normans as their rulers carved up and dished out lands wherever their armies conquered.

Lords & Vassals

Starting from the top of society's pyramid, the monarch – a good example is William the Conqueror (r. 1066-1087) who considered all the lands of England as his personal property – could give a parcel of land (of no fixed size) to a noble who, in return, would be that monarch's vassal, that is he would promise loyalty and service when required. Thus, a personal bond was created. The most common and needed service was military service. Military obligations included fighting in that monarch's army or protecting assets of the Crown such as castles. In some cases, a money payment (known as scutage), which the monarch then used to pay mercenary soldiers, might be offered instead of military service. The vassal received any income from the land, had authority over its inhabitants and could pass the same rights on to his heirs.

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The nobles who had received land, often called suzerain vassals, could have much more than they either needed or could manage themselves and so they often sub-let parts of it to tenant vassals. Once again, the person was given the right to use and profit from this land and in return, in one form or another, then owed a service to the landowner. This service could again take the form of military service (typical in the case of a knight) or, as tenants might be of a lower social class (but still be freemen) and they might not have had the necessary military skills or equipment, more usually they offered a percentage of their revenue from the land they rented (either in money or produce) or, later in the Middle Ages, made a fixed payment of rent. There were also irregular special fees to be paid to the lord such as when his eldest daughter married or his son was knighted.

The arrangement which created a vassal was known as 'homage' as they often knelt before their particular feudal lord and swore an oath of loyalty, for which, in return, they not only received the land but also their lord's protection if and when required. The promise of protection was no small matter in times of war, when there were frequent raids from hostile neighbouring states, and when there was a perpetual danger of general banditry. Protection also came in the form of legal support and representation if a vassal found himself in a civil or church court. A tenant usually handed down their tenancy to their heir although it was sometimes possible to sell the right of tenancy to a third party, provided the lord who owned the land agreed.

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Another type of relationship in feudal societies, especially in medieval Germany and France, involved the allod, an inalienable property, i.e. one that could not be taken back. Holders of an allod still owed some form of allegiance to a superior local lord but the relationship was not based on land ownership and so that allegiance was harder to enforce.

The feudal system perpetuated itself as a status quo because the control of land required the ability to perform military service and, because of the costs involved (of weapons, armour and horses), land was required to fund military service. Thus there was a perpetual divide between the landed aristocracy (monarchs, lords, and some tenants) and those who worked the land for them who could be free or unfree labourers. Unfree labourers were serfs, also known as villeins, who were at the bottom of the social pyramid and who made up the vast majority of the population. The peasantry worked, without pay, on the land owned or rented by others to produce food for themselves and, just as importantly, food and profit for their masters. They were often treated as little more than slaves and could not leave the estate on which they lived and worked. The term feudalism, however, is generally applied by modern historians only to the relationship between lords and vassals, and not the peasantry. Rather, the relationship between serf and landowner or tenant is referred to as the manorial system after the most common unit of land, the 'manor'.

Consequences & Effects

The consequence of the feudal system was the creation of very localised groups of communities which owed loyalty to a specific local lord who exercised absolute authority in his domain. As fiefs were often hereditary, a permanent class divide was established between those who had land and those who rented it. The system was often weighted in favour of the sovereign as when a noble died without an heir, his estate went back to the monarch to either keep for themselves or to redistribute to another noble. Monarchs could distribute land for political purposes, fragmenting a noble's holdings or distancing him from the court. It also became difficult to keep track of who owned what which led to such controls as Domesday Book of 1087.

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Additional effects were the presence of vassals in the local courts which deliberated on cases involving the estates of their lords. Thus, there could be a clear conflict of interest and lack of impartiality, even if the more serious criminal cases were referred to the courts of the Crown.

In addition, the system of feudal relationships could create serious unrest. Sometimes a monarch might insist on active military service because of a war but nobles might also refuse, as happened to King John of England in 1215 and the Barons' Revolt which led to the signing of the Magna Carta. In 1215, and in subsequent revolts in the 13th century, the barons were acting collectively for their own interests which was a direct threat to the entire system of feudalism, based as it was upon single lords and vassals working out their own private arrangements. Military service was reduced to fixed terms, typically 40 days in England, in an effort to reduce the burden on nobles so that they did not leave their lands unattended for too long. However, 40 days was not usually enough to see out a campaign and so a monarch was obliged to pay mercenaries, dealing another blow to the tradition of feudalism and vassalage.

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Decline of Feudalism

Medieval feudalism was essentially based on the relationship of reciprocal aid between lord and vassal but as that system became more complex over time, so this relationship weakened. Lords came to own multiple estates and vassals could be tenants of various parcels of land so that loyalties became confused and even conflicting with people choosing to honour the relationship that suited their own needs best.

Another blow to the system came from sudden population declines caused by wars and plagues, particularly the Black Death (which peaked between 1347-1352), and by peasant revolts (most famously in England in 1381). Such crises caused a chronic shortage of labour and the abandonment of estates because there was no one to work them. The growth of large towns and cities also saw labour leave the countryside to find a better future and the new jobs available there.

By the 13th century, the increase in commerce and the greater use of coinage changed the way the feudal system worked. Money allowed feudal lords to pay their sovereign instead of performing military service the monarch's use of mercenaries then meant military service, and thus the barons themselves became less important to the defence of the realm. Conversely, a monarch could now distribute money instead of land in his system of rewards. A rich merchant class developed with no ties of loyalty to anyone except their sovereign, their suppliers and their customers. Even serfs could sometimes buy their freedom and escape the circumstances into which they were born. All of these factors conspired to weaken the feudal system based on land ownership and service even if feudalism would continue beyond the medieval period in some forms and in some places.


The Hanseatic Trading Empire

Feeding Europe’s consumer boom:7 products that greased the wheels of the Hanseatic trade network

Pepper was often sourced from southern Europe or markets like Bruges and then supplied by Hanseatic merchants across its northern network. The Danzig merchants based at King’s Lynn in England were known locally as pepper sacks’.

Grão was collected from farmland around Baltic river systems and supplied to great cities of northern Europe. The Baltic grain trade remained significant for Europe until the opening of the American prairie markets in the 19th century.

Hanseatic traders brought together peixe from the Baltic Sea and salt from cities such as Kiel on the Baltic coast. This enabled the preservation of fish and its distribution to those observing the religious rules of eating fish on Fridays. The image, left, shows a fishmonger gutting herring in the 15th century. Hanseatic networks distributed hops from central and eastern Europe, spreading ideas too about how brewing methods could be improved. This helped reinforce, it’s been argued, the dividing line between beer-drinking northern Europe and the wine-drinking south.

Timber and wood products were a highly significant Hanseatic product, brought from areas around the Baltic to western European trading markets like Antwerp and Bruges.

Wax was transported to the west from Russia and Poland, which may have given us the word ‘polishing’. Sweet-smelling beeswax candles (shown, right, being sold in the 14th century) were in high demand for lighting, and for ecclesiastical use.


Medieval Food for Peasants

The consumables of a peasant was often limited to what came from his farm, since opportunities for trade were extremely limited except if he lived near a large town or city.

The peasants’ main food was a dark bread made out of rye grain. They ate a kind of stew called pottage made from the peas, beans and onions that they grew in their gardens. Their only sweet food was the berries, nuts and honey that they collected from the woods.

Peasants did not eat much meat. Many kept a pig or two but could not often afford to kill one. They could hunt rabbits or hares but might be punished for this by their lord.

The difference in medieval food consumed between peasants and lords can even be seen in the food vocabulary of English today. The lowered status of the defeated English after the French Norman Conquest of 1066 can be seen clearly in the vocabulary of meat. An Anglophone farmer used plain Saxon words for his livestock: cow, pig, sheep, chicken. Any animal eaten by a peasant had the same word used for whether the animal was alive or cooked.

But when these animals were butchered and found their way onto his Norman master’s plate, they acquired French-derived names: beef, pork, mutton.

This article is part of our larger selection of posts about the medieval period. To learn more, click here for our comprehensive guide to the Middle Ages.


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