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A floresta de Chiapas é o local de algumas das ruínas maias mais espetaculares da região - em Bonampak, onde murais intrincados são preservados, e em Palenque, que está localizado em um parque nacional. Chiapas ocupa o segundo lugar entre os estados mexicanos na produção de cacau, produto usado para fazer chocolate, e é responsável por 60% da produção total de café do México. Outras culturas importantes são a cana-de-açúcar, banana e outras frutas. A produção anual de leite em Chiapas totaliza cerca de 180 milhões de litros (47,5 milhões de galões).

História

História antiga
Chiapa de Corzo, um assentamento maia no centro de Chiapas, mostra evidências de ocupação humana desde 1400 a.C., embora pouco se saiba sobre os habitantes dessa área. Por volta de 600 d.C., a cidade maia de Palenque foi estabelecida e as primeiras grandes estruturas foram iniciadas. No entanto, grande parte da história antiga da cidade - como a do estado - permanece um mistério para os arqueólogos.

Chiapas representa uma pequena porção da região outrora habitada pelos índios maias. Por pelo menos 2.000 anos, a cultura maia floresceu em toda a Mesoamérica. Tecelões habilidosos e construtores de templos, eles deixaram para trás uma riqueza de tesouros arqueológicos para que as gerações posteriores os descobrissem e admirassem.

Os maias que originalmente ocuparam a região foram posteriormente conquistados pelos índios Chiapa. As evidências sugerem que os astecas apareceram na área durante o século 15, embora não tenham sido capazes de deslocar completamente a tribo Chiapa. Em náhuatl, a língua dos astecas, Chiapas meios o lugar onde a sálvia chia cresce.

História Média
Em 1522, após conquistar o Império Asteca, Hernán Cortés enviou cobradores de impostos para a área que hoje é Chiapas. Logo depois, Cortés despachou seu emissário, Luis Marín, para a região para subjugar os índios Tzotzile. Marín foi ferozmente oposta nas terras altas, e reforços foram enviados para ajudar a controlar os nativos, muitos dos quais escolheram o suicídio em vez de serem conquistados.

Embora o combate formal tenha terminado em 1528, os nativos continuaram a resistir ao domínio espanhol até o século XVII.

Enquanto muitos estados mexicanos floresceram durante o período colonial espanhol - em grande parte por causa de seus recursos naturais -, Chiapas pobre em recursos definhava na pobreza e no descontentamento. A fusão de sangue índio e espanhol que produziu a população mestiça foi menos pronunciada em Chiapas do que em qualquer outra parte do país. Conseqüentemente, a identidade dos índios chiapas foi mais bem preservada do que a das culturas vizinhas. Ainda hoje, muitos grupos étnicos de Chiapas mantiveram suas antigas culturas, tradições e costumes.

História recente
Sob a liderança do padre católico Matías Antonio de Córdoba, Chiapas declarou independência da Espanha em 1821; em 1824, o estado aderiu à aliança mexicana. A constituição de Chiapas foi elaborada em 1826, e o estado foi totalmente incorporado ao México em 1841.

Os conflitos entre proprietários de terras coloniais e os povos indígenas continuaram ao longo do século XIX. No entanto, a Revolução Mexicana, que começou em 1910, deixou Chiapas praticamente intocado.

Nos anos que se seguiram à revolução, o Partido Revolucionário Institucional (PRI) rapidamente se tornou uma força política dominante. Ao se alinharem com os líderes do PRI, os proprietários de terras privilegiados de Chiapas bloquearam as reformas agrárias destinadas a beneficiar a grande população indígena. Como resultado, Chiapas permaneceu entre os estados mais pobres do México.

Chiapas Hoje

Em 1994, entrou em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), destinado a incentivar o comércio entre os Estados Unidos, Canadá e México, eliminando tarifas e levantando muitas restrições a várias categorias de bens comerciais. Em Chiapas, a aprovação do acordo foi recebida com um levante armado do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). Embora a revolta tenha alertado as necessidades dos indígenas, os rebeldes não conseguiram vencer o governo do PRI.

Os zapatistas continuam buscando autonomia governamental para suas comunidades e promovendo reformas sociais e políticas. Apesar de tal ativismo, ainda hoje a população de Chiapas é uma das mais marginalizadas do México.

As principais indústrias em Chiapas incluem a produção de petróleo bruto, manufatura, agricultura e exportação de café. Chiapas inaugurou sua primeira montadora em 2002, fato que evidencia a histórica escassez de indústria nesta área. O turismo, outra importante indústria, traz inúmeros visitantes ao estado a cada ano para visitar Tuxtla Gutiérrez, San Cristóbal e outros pontos turísticos.

Fatos e números

  • Capital: Tuxtla Gutiérrez
  • Cidades principais (população): Tuxtla Gutiérrez (503.320) Tapachula (282.420) Ocosingo (170.280) San Cristóbal de las Casas (166.460) Las Margaritas (98.374)
  • Tamanho / área: 28.653 milhas quadradas
  • População: 4.293.459 (Censo de 2005)
  • Ano do estado: 1823

Curiosidades

  • O brasão de Chiapas é rico em significados históricos. O céu vermelho representa os perigos que o estado superou ao longo de sua história, e o rio fluindo de colinas verdes distantes representa firmeza e justiça. O castelo é um símbolo de força, riqueza, luz e sabedoria, e o leão de ouro próximo significa heroísmo. Na falésia oposta, a palmeira simboliza a vitória e a fertilidade, e o leão evoca San Cristóbal, santo protetor da antiga Vila Real de Chiapa. A coroa presidindo a cena reflete a herança nobre do estado e autoridade atemporal.
  • As florestas tropicais de Chiapas abrigam milhares de animais e plantas únicos, alguns dos quais não podem ser encontrados em nenhum outro lugar do mundo. A Reserva da Biosfera El Triunfo, em Chiapas, por exemplo, é o lar de cerca de 400 espécies de pássaros, incluindo várias espécies raras, como o guan-chifre, o quetzal e o tanager-azure-rumped.
  • O estado tem uma das maiores e mais diversificadas populações indígenas do México, com aproximadamente 959.000 falantes de línguas nativas com mais de cinco anos, o que representa um quarto da população do estado.
  • A Conservation International e a Starbucks Coffee fizeram parceria com fazendeiros em Chiapas para preservar a biodiversidade, cultivando café sob a copa da floresta.
  • O poeta Jaime Sabines (1926-1999), amplamente considerado o poeta contemporâneo mais influente do México, nasceu em Tuxtla Gutiérrez, Chiapas. Seu trabalho celebra as pessoas comuns em ambientes comuns. Octavio Paz, o célebre escritor mexicano, chamou Sabines de “um dos maiores poetas contemporâneos de nossa língua”.
  • Emiliano Zapata, uma figura importante na Revolução Mexicana de 1910, nasceu em Morelos, Chiapas. Zapata se tornou um ícone cultural cujas façanhas apareceram em quadrinhos, literatura histórica e ficcional, música e filmes. Em 1952, suas contribuições para a história mexicana foram capturadas no filme americano, Viva Zapata, que contou com Marlon Brando no papel principal. Numerosas cidades mexicanas, escolas e outros locais têm o nome de Zapata.

Marcos

Sítios e ruínas arqueológicas
Um importante destino turístico na área é Palenque, um sítio arqueológico maia próximo ao rio Usumacinta. Embora muito menor do que os enormes locais em Tikal ou Copán, Palenque contém alguns dos melhores relevos de arquitetura, escultura e estuque que os maias já produziram.

Chinkultic é outra ruína arqueológica de tamanho moderado no estado. Esta cidade maia pré-colombiana floresceu na era clássica maia, que se estendeu do século III ao século IX.

Cânion Sumidero
O Canyon Sumidero já foi o local de uma batalha épica entre os espanhóis e os índios chiapanecanos. Os chiapanecanos optaram por se atirar das bordas altas do desfiladeiro, em vez de serem derrotados pelas forças espanholas.

Hoje, o cânion é um destino popular para o ecoturismo. Os visitantes costumam fazer passeios de barco pelo rio que atravessa o canyon e apreciar a beleza natural da área, incluindo os muitos pássaros e vegetação abundante.

Ruínas Bonampak
As ruínas maias de Bonampak na floresta tropical Lacandon (La Selva Lacandona) apresentam alguns dos melhores murais maias remanescentes. As pinturas realistas retratam sacrifícios humanos, músicos e cenas da corte real.

GALERIAS DE FOTOS









Chiapas: Uma Breve História

Chiapas é o estado mais meridional do México, na fronteira com a Guatemala. Sua capital é Tuxtla Guti & eacuterrez. Chiapas tem uma área de 28.528 milhas quadradas. Um relatório de 2003 estimou que a população de Chiapas era de 4.224.800 pessoas (Wikpedia, 2006, para.2). Chiapas geralmente tem clima tropical úmido, que fornece umidade para diversas vegetações e florestas tropicais, mas essa vegetação foi destruída quase completamente para a agricultura e pecuária (Wikpedia, 2006, para.3). Historicamente, Chiapas é uma região pobre e subdesenvolvida. A economia tem se baseado na agricultura, e mais da metade da população economicamente ativa está empregada na agricultura, pesca e silvicultura (Encarta 2005, Chiapas, para.3). Como estado, Chiapas exporta produtos agrícolas como café, chocolate, algodão, peixe e banana (Wikpedia, 2006, para.3). No entanto, grande parte da agricultura feita pelas pessoas é apenas o suficiente para eles e suas famílias viverem. Grande parte da lavoura é feita em pequenos terrenos, que foram garantidos aos indígenas por meio da Constituição mexicana criada em 1917. Em 1992, o artigo que garante as terras aos indígenas foi alterado, tornando as terras acessíveis às corporações (Shapiro, parágrafo 19).


Vestido mexicano chiapas

O vestido típico de Chiapas é originário da cidade de Chiapa de Corzo e descreve a variedade floral da região. A blusa é confeccionada em cetim (sensação de seda) com uma blusa circular fora dos ombros e um babado bordado com flores. A saia é longa e cheia também feita em cetim e também composta por uma série de babados com flores coloridas bordadas.

A roupa feminina completa de Chiapas é a blusa, saia, sapatos, & # xa0xicalpextle, e trança, brincos e colarinhos. O xicalpextle é um artesanato típico do estado com flores estampadas. O tecido do vestido geralmente é preto, mas também tem uma versão com o tecido de cetim branco.

As flores do vestido são bordadas à mão pelas mulheres locais de Chiapa de Corzo e, mais do que trabalho, consideram a confecção de vestidos um passatempo.

Dança Folclórica com Traje Típico de Chiapas

História do Vestido Chiapas

O vestido surgiu no início do século XX e foi evoluindo ao longo dos anos.

Originalmente, o vestido tinha babados bordados à mão livre na blusa e na saia, e depois acrescentou babados adicionais e uma saia mais cheia.

Há uma teoria apoiada pela mídia de que uma companhia teatral percorreu a região em 1920. Durante sua apresentação na cidade de Chiapa de Corzo cantaram uma canção que chamaram de "Las Chiapanecas" que significa "As Mulheres de Chiapas". Em agradecimento, a cidade apresentou uma versão do vestido típico de Chiapas de hoje. O vestido apresentado foi uma criação de Otilia Grajales de Cuesta, e hoje ela é reconhecida como a estilista original deste ícone do estado de Chiapas.

Mais ou menos na mesma época, a dança típica da música foi criada e hoje faz parte do repertório dos conjuntos folclóricos mexicanos.

O vestido é difícil de falsificar porque o vestido original de Chiapas é bordado à mão com grandes laçadas e, portanto, a diferença de qualidade seria evidente.

A versão original, mais simples, do vestido era usada no dia-a-dia pelas mulheres da região. Hoje, à medida que se tornou mais sofisticado, é usado por mulheres em todo o México para ocasiões especiais, como comemorações de XV aniversários de meninas, casamentos e outros eventos especiais. O vestido também é muito utilizado no Grande Festival de Chiapa de Corzo. O design surpreendente chegou ao cenário internacional, onde ganhou reconhecimento em todos os países.

Os estilistas e fabricantes deste lindo vestido agora têm suas lojas próximas às praças das tradicionais cidades do estado de Chiapas comercializando seu produto.


A Rebelião em Chiapas

A rebelião dos maias em Chiapas foi apresentada como um levante nativo contra as injustiças do tratamento de Chiapas pelo governo central. Na realidade, foi mais como uma manobra publicitária organizada por ativistas radicais da Universidade Autônoma Metropolitana do México, na Cidade do México. Esses marxistas-maoístas faziam parte das Forças de Libertação Nacional (NLF), um antigo grupo de guerrilha de esquerda radical, que estava cansado de sua falta de sucesso em levantar um movimento de massa na cidade. No início da década de 1980, esses maoístas se mudaram para Chiapas para encontrar soldados que pudessem liderar. Escolheram Chiapas porque as pessoas isoladas eram ingênuas quanto às perspectivas de sucesso de um levante guerrilheiro. Este foi mais um caso de exploração dos indígenas de Chiapas por pessoas da Cidade do México. Neste caso, a exploração dos maias pelos ativistas radicais da Cidade do México envolveu seu uso para matar e ser morto, uma exploração ainda mais hedionda do que a de funcionários do governo que tomaram os fundos maias em vez de suas vidas.

Os ativistas radicais chamaram sua organização de Frente Zapatista de Libertação Nacional. O nome, assim como tudo o mais sobre a organização, foi escolhido por seu valor publicitário. Após dez anos apresentando-se como preocupados com o bem-estar dos maias, os ativistas conquistaram a lealdade de vários grupos tribais em Chiapas. Foi então que os ativistas decidiram explorar a confiança que haviam conquistado ao encenar uma rebelião publicitária no dia em que a atenção mundial se voltaria para o México como resultado da ativação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte, 1º de janeiro, 1994.

Sob a direção de Rafael Sebastian Guillen Vicente, a milícia maia assumiu o controle de várias cidades de Chiapas. Embora a aquisição tenha sido geralmente realizada sem derramamento de sangue, várias pessoas foram mortas. Assim que as aquisições estivessem concluídas, o plano era apresentar um grupo de maias como os líderes da rebelião, mas a tentação da publicidade era muito grande e Guillén Vicente não resistiu aos holofotes. Ele logo dominou chamando a si mesmo Subcomandante Marcos. Ele usava uma máscara de esqui preta para esconder sua identidade enquanto deixava os maias serem fotografados para futura identificação.

A suposta liderança da rebelião foi chamada de Comitê Clandestino. Andres Oppenheimer, jornalista que entrevistou o subcomandante Marcos e também os membros do Comitê Clandestino, observou que, para conseguir falar com Marcos, ele teve que passar por extensos procedimentos de segurança e múltiplas revistas corporais, mas para falar com os membros do Comitê Clandestino que ele tinha. apenas para caminhar até eles, mesmo por trás, e dar um tapinha no ombro deles.

É notável que a ação inicial não provocou levantes populares em Chiapas. Em vez disso, apenas quatro cidades foram tomadas e todas elas foram tomadas pelas tropas treinadas e lideradas pelos esquerdistas da Cidade do México. Nas cidades de Altimirano e Ocosingo lutou contra os revolucionários liderados pela esquerda. Na cidade de Oxchuc, os residentes impediram o retorno dos revolucionários liderados pela esquerda.

A natureza das ações guerrilheiras de Chiapas como farsa esquerdista da Cidade do México é indiscutivelmente revelada no slogan de que é uma luta contra neoliberalismo. Embora isso possa significar algo para os esquerdistas urbanos, é completamente estranho à situação em Chiapas. Este slogan impróprio é uma reminiscência dos slogans usados ​​pelo Sendero Luminoso liderança no Peru que se referia a elementos da Revolução Cultural na China, algo totalmente sem sentido no contexto peruano.

Os maias de Chiapas, Guatemala, Yucatan e outros lugares têm queixas fortes e legítimas contra seus governos locais e nacionais. As rebeliões locais têm algo a oferecer às pessoas oprimidas além da morte e da privação? Não, na melhor das hipóteses a chamada rebelião cria uma organização terrorista cujas ações não têm valor militar, apenas valor publicitário. Pode haver algum valor político para a publicidade se ela suscitar concessões e concessões por parte do governo mexicano, mas os líderes esquerdistas da Cidade do México, previsivelmente, não estão prestes a tomar as concessões que o governo nacional está disposto a oferecer. Isso encerraria sua pequena revolução. A contagem de cadáveres dos maias continua a aumentar enquanto as unidades paramilitares se vingam dos maias. E as fileiras do exército dos esquerdistas provavelmente nunca recuperarão suas almas depois de se envolverem em atrocidades como matar outros maias que se recusaram a se juntar a eles.


Chiapas: eterno indígena

Nas últimas décadas, o Estado de Chiapas - há muito uma região negligenciada e oprimida da República Mexicana - foi lançado no cenário mundial e nos holofotes da mídia. A atenção dada à situação política em Chiapas deu início a um grande interesse pela situação dos povos indígenas daquele estado. Mas uma compreensão da situação atual neste estado do sul requer uma revisão de sua história e sua complexa diversidade étnica.

Enquanto muitos estados mexicanos floresceram durante o período colonial espanhol, em grande parte por causa de sua riqueza mineral ou potencial agrícola, Chiapas - bem ao sul e parecendo não ter recursos minerais - definhava na pobreza e no descontentamento. A mestiçagem e a assimilação que ocorreram na maioria dos estados mexicanos transformaram a identidade do índio mexicano em mestiço mexicano. E, com a independência, o mestiço mexicano passou a ser cidadão da República Mexicana.

O processo de mestiçagem, entretanto, não foi tão difundido ou difundido em Chiapas como tinha sido no norte. Como resultado, a identidade indígena do índio de Chiapas - embora alterada - não evoluiu da mesma forma que na maior parte do México. Enquanto muitos dos outros estados mexicanos testemunharam a assimilação, exploração e morte cultural de seus grupos indígenas, muitos dos grupos étnicos de Chiapas mantiveram suas antigas culturas, tradições e costumes. Como tal, Chiapas questionou sua posição como parte do México, mas nunca abraçou totalmente seu vizinho maia ao sul, a Guatemala. Em essência, o Estado manteve uma identidade indiscutível: Chiapas é para sempre indígena.

Descrição do Estado

O estado de Chiapas está localizado no extremo sul do México e faz fronteira com os estados de Tabasco no norte, Veracruz-Llave no noroeste, Oaxaca no oeste e com a nação da Guatemala no sudeste. Chiapas também compartilha uma longa costa com o Oceano Pacífico a sudoeste.

Como décimo maior estado da República Mexicana, Chiapas ocupa 73.311 quilômetros quadrados, ocupando 3,7% do território nacional do México. Estado é dividido em um total de 111 municípios (o equivalente mexicano de condados), com capital em Tuxtla Gutiérrez

Em 2010, Chiapas - o sétimo estado mexicano mais populoso - tinha uma população de 5.217.908. Sua capital, Tuxtla Gutiérrez, tinha uma população de 537.102, representando 10,3% da população total do estado. Acredita-se que Chiapas tenha seu nome em homenagem à antiga cidade de Chiapan, que provavelmente foi derivado das palavras Náhuatl, “Chia” (uma forma de sábio) e “apan” (no rio), que, quando combinadas, significam “Rio Chia”.

Províncias Fisiográficas

A superfície do Estado de Chiapas faz parte das seguintes três províncias fisiográficas, conforme discutido abaixo e ilustrado no mapa abaixo:

  • Llanura Costera del Golfo Sur (Planície Costeira do Golfo Sul)ocupa 5,87% do estado. A Planície Costeira é representada pelas Planícies Aluviais do Norte, no extremo norte de Chiapas. O terreno é plano, mas possui cavidades nas quais a água se acumula durante a estação das chuvas.
  • Sierra de Chiapas y Guatemala ocupa 63,02% do território do estado:Paralela à planície, corre a Serra Madre de Chiapas, onde estão as maiores altitudes do estado, como o vulcão Tacaná, o morro Mozotal e o morro Três Picos.
  • Cordillera CentroamericanasA província ocupa 31,11 do território e inclui a Depressão Central de Chiapas, o Maciço Central, bem como as montanhas do norte e do leste. A Depressão Central está localizada no centro do estado, formando uma extensa área semi-plana onde se definem diversos vales. O Maciço Central, também denominado Altiplano Central, é uma região de altas montanhas. O terreno das Montanhas Orientais inclui várias cadeias de montanhas paralelas.

O mundo maia

Acredita-se que o nome Chiapas seja derivado da antiga cidade de Chiapan, que em náhuatl significa o lugar onde a sálvia chia cresce. A própria Chiapas é apenas uma parte da grande região habitada pelos índios maias. A antiga cultura maia floresceu em grande parte da atual Guatemala, Belize, El Salvador, oeste de Honduras e os cinco estados mexicanos de Yucatán, Quintana Roo, Tabasco, Campeche e Chiapas. Ao todo, o território ocupado pelos maias tinha provavelmente cerca de 500.000 quilômetros quadrados de área e às vezes é referido coletivamente como El Mundo Maya (O Mundo Maia).

Por pelo menos dois mil anos, a cultura dos índios maias floresceu em toda a Mesoamérica. Os maias viviam da agricultura, caça e pesca. Eles também eram tecelões habilidosos e construtores de templos que deixaram um tesouro de sítios arqueológicos para as gerações posteriores admirarem. Um mapa da área cultural maia do site “Civilização Maia” de Maggie Rost

Os Períodos Maias

O “Período Clássico” maia ocorreu de 300 a 900 d.C. e cobriu a maior parte da área atualmente reconhecida como El Mundo Maya. Foi seguido pelo “Período Pós-Clássico” que durou de cerca de 1000 DC a 1500 DC. Começando por volta de 500 a.C., os assentamentos maias passaram por uma expansão populacional que continuou por mais de um milênio. Durante este tempo, assentamentos maias de uma vasta área, incluindo toda a atual Península de Yucatán, bem como Chiapas, Tabasco e o norte da América Central.

As línguas maias

O grupo de línguas maias foi dividido em vários grupos: os grupos lingüísticos huasteca, yucateca, maia ocidental e maia oriental. o Huastecos representam uma extensão ao norte do povo maia que se estabeleceu na atual Veracruz. o Maia ocidental O grupo linguístico consiste em vários grupos linguísticos significativos (Tzeltal, Tzotzil, Chol, Tojolabal, Chuj, Kanjobal, Jacalteco, Chontal e Motozintlec), a maioria dos quais falados em Chiapas e Guatemala.

o Yucatec a língua era e é falada em grande parte da Península de Yucatán, que atualmente inclui três estados mexicanos (Yucatán, Campeche e Quintana Roo) e as partes do norte de Belize e da Guatemala.

Dispersão das Línguas Maias

Estudos lingüísticos sugeriram que havia um ponto de dispersão da primeira proto-comunidade de falantes maias no que hoje é o Departamento de Huehuetenango, no noroeste da Guatemala, por volta de 2600-2400 a.C. Acredita-se que a migração Huastec deixou a protocomunidade por volta de 1300 a.C. e mudou-se para o nordeste. A migração de Yucatec ocorreu por volta de 1400 a.C., também movendo-se para o norte.

O mapa abaixo mostra a diferenciação linguística maia começando com a língua proto-maia na Guatemala, que se ramificou nos ramos Huasteco (1300 aC), Yucateco (1400 aC) e tzeltalano (200 dC) [Wikipedia, “Mapa de la Migración de las Lenguas Mayenses ”. Online: https://es.m.wikipedia.org/wiki/Archivo:Mapa_Migracion_Lenguas_Mayenses.svg.]

As línguas maias ocidentais

As línguas ocidentais maias mais comuns são o tzeltal e o tzotzil. No entanto, outras línguas ocidentais maias faladas em Chiapas incluem Chontal, Chol, Tojolabal, Chuj, Kanjobal, Acatec, Jacaltec e Motozintlec.

Indígenas Chiapas em Contato

O mapa abaixo é uma ilustração aproximada dos vários territórios tribais em Chiapas durante a década de 1520, quando os espanhóis entraram no estado:

O primeiro contato entre espanhóis e o povo de Chiapas ocorreu em 1522, quando Hernán Cortés despachou coletores de impostos para a área depois que o Império Asteca foi conquistado e desmantelado. Logo depois, em 1523, Luis Marín, um dos oficiais de Cortés, chega a Chiapas para iniciar a conquista espanhola naquela área. Embora Marín tenha conseguido pacificar alguns dos grupos indígenas, suas forças encontraram forte resistência dos índios Tzotzil nas terras altas.

Marín não conseguiu controlar totalmente os nativos de Chiapas depois de três anos. Para finalizar o trabalho, os espanhóis enviaram uma nova expedição militar sob o comando de Diego de Mazariegos. Mas, diante da captura e da escravidão, muitos guerreiros indígenas preferiram a morte à perda da liberdade. Na Batalha de Tepetchia, muitos índios saltaram para a morte em Cañon del Sumidero, em vez de se submeterem aos invasores estrangeiros.

Gradualmente, no entanto, a resistência indígena enfraqueceu e o controle espanhol foi estabelecido na maior parte de Chiapas. No final de 1528, a conquista de Chiapas foi concluída, com os índios Tzotzil e Tzeltal subjugados. Em 31 de março de 1528, o Capitão Mazariegos fundou a Ciudad Real no Vale de Jovel. Ciudad Real - que era mais tarde renomeado San Cristóbal de las Casas - seria a capital da província por 364 anos.

Os índios Tzotzil - às vezes chamados Quelene e Chamula - regiões ocupadas principalmente ao longo do Río Grande, no centro de Chiapas, a leste dos índios Chiapanec. De acordo com Peter Gerhard, em seu livro A fronteira sudeste da Nova Espanha, havia "pelo menos sete unidades políticas Tzotzil, cada uma com um governante (aghauh) que, com padres e menor nobreza, residiam em um assentamento central, muitas vezes ocupando um promontório fortificado, as casas dos camponeses estavam espalhadas perto de seus campos. "

Uma importante comunidade comercial próxima ao centro da área tzotzil, Zotzlem (Zinacantán), era provavelmente uma guarnição asteca na época do contato com os espanhóis. Embora o tzotzil seja falado em muitas partes de Chiapas hoje, ele é predominante nos municípios das terras altas do oeste.

No contato, os índios Tzeltal (ou Tzental) estavam localizados no leste de Chiapas, a nordeste dos Chiapanecs e entre o Río San Pedro e o Río Grande. Também conhecido como Zendal, os Tzeltal foram divididos em até quarenta e cinco estados autônomos e tinham uma “organização política e padrão de assentamento” semelhante ao Tzotzil.

Os Maias Chol Lacandon, vivendo como agricultores primitivos, ocuparam áreas ao longo do Río Usumacinta no leste de Chiapas. Gerhard escreve que as “aldeias dispersas” de Chol Lacandon “podem ter se estendido para o norte até uma fronteira comum com o Zoque e o Chontal nas proximidades de Palenque ”, perto da fronteira com Tabasco.

No sudoeste viviam o Lacandon de língua Chol e o Acala (um dialeto de Chol). Os Chol habitavam originalmente as pequenas aldeias na área de Lacandon perto de San Quintin, mas em 1564 missionários católicos os mudaram para Ocosingo, Bachajon, Tila, Tumbala e Palenque. Nos anos que se seguiram, a maior parte dos Chol ficou nas regiões montanhosas.

Coxoh - Tojolabal

Ao sul e a leste da região de Tzeltal vivia um povo que falava a língua Coxol. Acredita-se que a língua Coxol esteja relacionada à língua Tojolabal moderna, que pertence à Família de Línguas Kanjobalan-Chujean do grupo linguístico Maia. Alguns especialistas acreditam que o Tojolabal pode ter evoluído como uma língua franca quando restos de pessoas falando Tzotzil, Tzeltal, Chol e Coxol que moravam em Comitán no século XVIII precisavam se comunicar.

As tribos chiapanecas que viviam no norte de Chiapas na época do contato falavam uma língua Oto-Mangueana e, segundo Peter Gerhard, “formavam uma unidade política discreta governada por uma oligarquia sacerdotal da qual dois chefes com funções administrativo-militares eram escolhidos anualmente . ” Seu assentamento central (Chiapan) estava localizado perto do local atual de Chiapa de Corzo. Gerhard explica que “os chiapanecos eram um povo beligerante, geralmente com relações ruins com seus vizinhos de todos os lados”.

Acredita-se que os chiapanecos se estabeleceram no vale central e na extremidade oeste do vale de Grijalva em algum momento depois de 500 d.C., possivelmente tendo vindo do centro do México. No final do século XV, os Chiapa de Indios haviam se tornado uma potência regional graças ao comércio com o crescente Império Asteca. A partir de 1552, Chiapas de los Indios passou a ser conhecida como Chaia de la Real Corona, e hoje é conhecida como Chiapa de Corzo. O estado chiapaneco subjugou as cidades vizinhas de Zoque e estava em processo de estender sua jurisdição às terras altas, especialmente sobre as salinas controladas por Zinacantán.

O povo Zoque vive no noroeste de Chiapas e nas comunidades vizinhas de Tabasco e Oaxaca. Os Zoques, como o Chiapaneco, não falavam uma língua maia. Em vez disso, eles falavam uma língua pertencente ao Grupo Lingüístico Mixe-Zoque. A partir das incursões chiapanecas no período pré-hispânico, o território zoque foi bastante reduzido ao longo dos séculos. Quando os espanhóis chegaram, o Zoque se adaptou ao controle espanhol com resistência mínima.

Peter Gerhard afirma que “politicamente, os Zoques foram divididos em muitos estados autônomos de tamanhos variados, cada um com um centro cerimonial-administrativo com assentamentos subordinados dispersos”. Enquanto as comunidades Zoque perto de Chiapan eram “controladas ou em guerra com os Chiapanecos”, as comunidades do sul (Sayula, Ixtapangajoya) “estavam sob a influência política do estado de língua Náhuatl de Cimatán em Tabasco”.

The Encomienda

A administração colonial espanhola rapidamente introduziu o encomendero sistema em Chiapas, reduzindo virtualmente a população indígena à escravidão e servidão. Forçados a pagar tributo duas vezes por ano, os nativos de Chiapas carregaram uma corrente de ressentimento de uma geração para outra, levando à revolta das comunidades Tzeltal em Los Altos em 1712. Logo, os Tzoltziles e Choles juntaram-se aos Tzeltales em rebelião, mas dentro em um ano, o governo conseguiu extinguir a rebelião.

Chiapas, México e Guatemala

De acordo com um censo de 1814, cerca de 130.000 pessoas habitavam Chiapas. Essa população era composta por 105.352 índios, 21.477 mestiços e 3.409 espanhóis. Durante o final do século XVIII, vários agricultores e pecuaristas espanhóis e mestiços chegaram a Chiapas. Esses recém-chegados se tornaram um grupo de elite de famílias ricas de proprietários de terras que expandiram constantemente suas propriedades, privando gradualmente as comunidades indígenas de suas terras tradicionais antes e depois da independência.

Em 1821, o México se tornou um país independente. Em 1º de setembro de 1821, Chiapas declarou sua aceitação do Plano de Iguala do México & # 8217, esperando que a vizinha Guatemala fizesse a mesma coisa. E em 3 de setembro de 1821, Chiapas declarou oficialmente sua separação do império espanhol. No entanto, durante 1823, a Guatemala tornou-se parte das Províncias Unidas da América Central, que se uniram para formar uma república federal que duraria de 1823 a 1839. Com exceção da Ciudad Real pró-mexicana, muitas cidades e vilas chiapanecas favoreceram um Chiapas independent of México and some favored unification with Guatemala. At the same time, the elite classes of Chiapas openly pushed for incorporation into México. In July 1824, the Soconusco District of southwestern Chiapas split off from Chiapas, announcing that it would join the Central American Federation.

In September 14, 1824, following a referendum on either joining Federal Republic of Central America or México, the government of Chiapas endorsed the state’s incorporation into México. But, the Soconusco District maintained its neutral status for eighteen years until 1842, when Oaxacan forces under General Santa Anna occupied the province. After the completion of the military occupation, Santa Anna declared that Soconusco had been reincorporated into the Mexican Republic. Guatemala did not recognize this action until 1895.

However, even after the reincorporation of Soconusco, the Mayan states of México continued to forge a separate path from the rest of the country. The predominantly Mayan state of Yucatán rose in rebellion in 1839 and declared independence from México on May 31, 1841. Reincorporated into México in December 1843, the state declared independence again in 1846, although it was reincorporated soon after. From 1847 to 1855, the “Caste War” ravaged the Yucatán Peninsula, causing many Caucasian inhabitants to flee. Discontent of a similar kind brewed in the highlands of Chiapas, where the Mexican Government feared and suspected the emergence of a second “caste war.” From 1868 to 1872, the Tzotzil rebelled, but Government control was eventually reestablished.

Chiapas in the 1895 Census

The census of 1895 provided us with the first window into the condition of the indigenous languages spoken in Chiapas before the dawn of the Twentieth Century. As noted in the following table, Tzotzil and Tzetzal were the two most common languages spoken by 68% of the indigenous speaking people in the State:


Brief Historical Background to the Zapatista Movement

The term “Zapatistas” broadly refers to the group of people participating in the anti-globalization struggle for democracy and land reform in Chiapas, Mexico, organized around the EZLN (Zapatista National Liberation Front). With the goal of disrupting the state and creating a space for the “democratization of democracy,” the EZLN guerrilla forces, in cooperation with indigenous peoples, incited a rebellion in San Cristobal de las Casas, Chiapas on January 1, 1994 (Carvey, 1998). Though the signing of NAFTA is generally agreed to be the most direct catalyst for the rebellion, additional significant factors include “a combination of ecological crisis, lack of available productive land, the drying up of nonagricultural sources of income, the political and religious reorganization of indigenous communities since the 1960s, and the re-articulation of ethnic identities with emancipatory political discourses” (Harvey, 1998).

Subcomandante Marcos, the most prominent and frequently identified member of the EZLN leadership, described the Zapatista cause in the following declaration:

We, the men and women of the EZLN, full and free are conscious that the war that we have declared is a last resort, but also a just one. The dictators have been applying an undeclared genocidal war against our people for many years. Therefore we ask for your participation in and support of this plan that struggles for work, land housing, food, healthcare, education, independence, freedom, democracy, justice, and peace. We declare that we will not stop fighting until the basic demands of our people have been met by forming a government of our country that is free and democratic.
—First Declaration from the Lancandon Jungle

Additional Quotations that Illuminate Significant Facets of the Zapatista Movement

[We call for the formation of] a political force that does not aim to take power, a force that is not a political party….A political force that can organize the demands and proposals of the citizens so that those who govern, govern by obeying.
—EZLN, Fourth Declaration of the Lacandon Forest, Chiapas, January
1996

So what we have here is a drawing of a pocket of resistance. But don't attach too much importance to it. The possible shapes are as numerous as the forms of resistance themselves, as numerous as all the worlds existing in this world. So draw whatever shape you like. In this matter of pockets, as in that of resistance, diversity is wealth.—Subcomandante Marcos, “The Fourth World War Has Begun,” Chiapas, 1997

"The voices of indigenous people in Mexico have been either passively ignored or brutally silenced for most of the last five hundred years. Indigenous lands and resources have been repeatedly stolen and the people themselves exploited under some of the worst labor conditions in Mexico. The official policies of the Mexican state have been largely oriented toward assimilation, with only lip service given to the value of the country's diverse ethnic, cultural and linguistic heritage.”
—Harry M. Carvey Jr., “The Zapatista Effect”, 1998


The Last of the Mayans: Preserving Chiapas’ Indigenous Languages in the 21st Century

On January 1, 1994, indigenous members of the Zapatista Army of National Liberation (EZLN) marched into the city of San Cristobal de Las Casas in the state of Chiapas, Mexico the same morning that the North American Free Trade Agreement (NAFTA) went into effect.[i] This past spring, thousands of teachers belonging to the National Organization of Education Workers (CNTE) took to the streets of the nearby state capital, Tuxtla Gutierrez, to protest President Enrique Peña Nieto’s signature education reform.[ii] Separated by two decades, these movements seem to have little in common. The Zapatistas worried that a NAFTA-required constitutional amendment, which permitted the privatization of ejidos (communal lands), would lead to greater property concentration.[iii] Today’s opponents of education reform fear that new teacher evaluation requirements threaten the jobs of indigenous instructors, who are vital to communities in which many parents do not speak Spanish.[iv] Their core concern, however, was and is the same: that Mexico’s economic and social reforms have consistently neglected the values, cultures, and traditions of its native people.

Language is one of the most important components of a people’s identity and culture. Although Spanish is by far Mexico’s predominant language, 7 million Mexicans speak one of the country’s more than 60 indigenous tongues. The Zapatista Uprising brought new attention to indigenous language rights, resulting in the 2003 General Law on the Linguistic Rights of Indigenous Peoples, which guaranteed linguistic equality in education, public services, and mass media.[v] Since then, Chiapas’ indigenous languages, if not those elsewhere, have experienced remarkable stability. While it is difficult to attribute this maintenance solely to a relatively new national piece of legislation, there can be little doubt that the cultural and political awakening that preceded the law’s enactment reinforced Chiapas’ native tongues in a way that did not occur elsewhere.

Located on Mexico’s southern border with Guatemala, Chiapas is among the poorest and slowest growing states in the Mexio. Improvements in education, gender equality, and urbanization are much needed. Unfortunately, each of these changes is likely to threaten the continuity of the state’s indigenous languages. Granting greater autonomy to indigenous communities and supporting natives who migrate to urban centers would mitigate the effect of such reforms. Failure to promote inclusive development not only threatens Chiapas’ linguistic diversity but also its social order. As history has shown, if the state’s indigenous people feel marginalized by reform, they will not hesitate to defend their way of life at all costs.

The National Decline in Indigenous Languages

As of the most recent census, indigenous language speakers make up 6.6 percent of Mexico’s population, down from 10.4 percent in 1960.[1] Recently, the decline has been particularly sharp in states such as Oaxaca and Yucatan, which both have large indigenous populations. Furthermore, over the past half century, the percentage of indigenous language speakers who cannot speak Spanish (monolinguals) has been cut in half. Today, just 6 percent of Mexican teenagers speak an indigenous language of which only 8 percent are monolingual.[vi]

Chiapas’ Indigenous Languages: Staying Strong

In Chiapas, however, indigenous languages have shown remarkable persistence. Over one million Chiapans, 27 percent, speak an indigenous language, up from 26 percent in 1990. Most notably, 34 percent of the state’s native language speakers are unable to speak Spanish, the highest rate of monolingualism in Mexico. Chiapas is home to five major languages: Tzeltal, Tzotzil, Chol, Tojolabal, and Zoque. The map below shows the most common language in each municipality.[2]

Though not Mexico’s largest indigenous languages—Náhuatl, Maya, and Mixteco have the most total speakers—Chiapas’ Amerindian tongues stand apart on key indicators of vitality including monolingualism, growth rate, home usage, and geographical permanence. In a chapter for Margarita Hidalgo’s Mexican Indigenous Languages at the Dawn of the Twenty-First Century, Barbara Cifuentes and José Luis Moctezuma used data on these indicators from the 2000 Census to sort 27 native languages into three categories of vitality. Tzeltal, Tzotzil, Chol, and Tolojabal were all placed in the highest category.[vii]

The Plight of Chiapas

While Chiapas’ indigenous languages remain vibrant, those who speak them are among the poorest in Mexico. Chiapas’ has the lowest GDP per capita and slowest growing economy of any Mexican state.[viii] Conditions for indigenous speakers are worse still. The average income per capita in indigenous municipalities[3] is just $3,314 USD,[ix] a third of the statewide figure and comparable to that of the Ivory Coast.[x] Also, indigenous municipalities’ average human development index, which combines measures of income, health, and education, is on par with that of Pakistan.[xi] This evidence does not prove a causal relationship between indigenous language usage and underdevelopment. Instead, both phenomena may be linked by a series of underlying factors that sustain each.

Factors Sustaining Underdevelopment

To raise incomes and promote development, Chiapas must address alarming deficits in education, gender equality, and urbanization.

In education, Chiapas’ indigenous youth trail behind their non-indigenous peers. In 2010, just 72 percent of 20 to 24-year-olds living in indigenous municipalities had completed primary school compared to 85 percent of those in the remaining municipalities. But education tem improved. In 1990 just 31 percent of indigenous 20 to 24-years-olds had completed primary school.

Expanding education is vital for economic advancement. According to researchers at the Harvard Center of International Development, holding other variables constant, one additional year of education correlates with an 11.3 percent increase in income.[xii] But much of these gains only come with a university degree. Chiapas’ short-run return on staying in school is the lowest in Mexico, with those finishing the equivalent of high-school earning just 7.5 percent more than those completing primary education.[xiii]

Another problem facing indigenous communities is gender inequality. Indigenous female school attendance is 6.3 percentage points less than male attendance, a gap twice that which exists in Chiapas’ overall population.[xiv] One consequence is that only 73 percent of young female indigenous language speakers report Spanish-speaking ability, well below the figure for young men. Lastly, at around 20 percent, Chiapas has the lowest rate of female labor force participation in all of Mexico.[xv] A paucity of women in the workplace is not unique to the state’s indigenous communities and can be explained by a general lack of salaried positions, particularly in rural areas.[xvi]

Fortunately, education for indigenous females is expanding rapidly. Since 2000, the percentage of young women in indigenous municipalities who have received at least a primary school education rose from 41 to 74 percent.[xvii] This increase is not just significant as a matter of human rights. Promoting gender equality can help unlock a community’s full economic and social potential. For households, adding a second breadwinner supplements existing income. But improving women’s education is also an investment in future generations. Educated mothers improve the conditions of early-life development and are more active in their child’s schooling.

A final hindrance for indigenous Chiapans is an aversion to migration. Only a small percentage of Tzeltal and Tzotzil speakers live outside of the state and just 7 percent of the state’s indigenous language speakers reside in one of the four largest cities that are home to a quarter of the total population. Although, census data often fails to register temporary migrants and does not account for the sizeable exodus to the United States, Chiapas has definitely experienced far less migration than its neighbors, who also have large indigenous populations.

The unwillingness or inability of Chiapas’ indigenous speakers to move forms a barrier to economic advancement. Remittances from migrant relatives are an important component in a Mexican family’s household income.[xviii] Furthermore, there are significant wage disparities across the nation and even within the state of Chiapas that migrants could take advantage of. For instance, income per capita in the city of San Cristobal de Las Casas is four times that of the average indigenous community.

Yet, Chiapas remains the only state in the country in which the majority of citizens reside in rural localities. According to researchers on the Harvard Chiapas Project, “services and public transfers…help sustain rural communities [whose residents] would otherwise be obligated to move to urban centers.” At the same time, however, these academics acknowledge that, despite higher wages, urban areas currently lack “sufficient opportunities to induce migration.”[xix]

The Effect of Development on Indigenous Languages

Addressing poor education, gender inequality, and rootedness will likely weaken Chiapas’ indigenous languages.

In a 1990 study, University of Minnesota professors Robert McCaa and Heather Mills found that almost 100 percent of indigenous Chiapan children who attend school become bilingual in Spanish.[xx] Bilingualism in one generation often leads to language loss in the next. In a 2010 paper, Hirotoshi Yoshioka of the University of Texas demonstrated that children of bilingual primary school graduates are significantly less likely to retain the indigenous language than those of monolingual uneducated parents.[xxi]

Promoting gender equality in educational attainment and workforce participation could be equally detrimental to native languages. McCaa and Mills find that, regardless of schooling, 25 percent of indigenous children with a bilingual mother lose their indigenous language abilities.[xxii] The next generation of indigenous mothers will be far more bilingual than previous ones, making it likely that the first words their children hear are of Spanish, rather than of Mayan origin.

But migration has the potential to be most damaging to indigenous languages. According to the 2010 census, over 90 percent of Tzotsil and Tzeltal speakers living outside Chiapas are bilingual. Some of this is self-selection but not all. Holding a number of variables constant, Yoshioka found that indigenous children growing up in urban centers were three times less likely to retain their native language than their rural peers.[xxiii]

A Plan for Inclusive Development

However, in expanding education, fighting for women’s rights, and encouraging urbanization, Chiapas need not sacrifice its native languages to history. Smart policies could reduce language loss and preserve Amerindian tongues for generations to come.

A good start would be to increase the autonomy of indigenous communities, one of the principle demands of the Zapatista movement. In Chiapas, decisions concerning education, social welfare, infrastructure, and land usage are too often made by the state or federal government with little input from indigenous groups.[xxiv] The exclusion of native language speakers from the political process is evident in the fact that the Chiapan state constitution was only translated into the major indigenous languages this year.[xxv] Such marginalization has a history of ending poorly. In July, indigenous protesters killed the mayor of San Juan de Chamula who claimed to lack money for promised projects.[xxvi] Greater autonomy for indigenous groups would allow them to manage their own development. They could collect and allocate resources to the projects they deem most important, while courting potential business investors on their own terms.

Bilingual education is one area in which the devolution of power would help to preserve indigenous languages. Many teachers within indigenous communities are state-hired Spanish speakers who cannot provide a genuine bilingual environment. Furthermore, most schools lack texts written in indigenous languages, ensuring that advanced subjects are only taught in Spanish.[xxvii] With greater autonomy, communities could hire indigenous teachers, construct schools within their own villages, and obtain native language texts. In regard to this last initiative, the state government could also play an active role in the translation and publication of subject material and classic literature in indigenous languages. These measures would allow Chiapan students to stay in school longer (through high school) while keeping indigenous languages strong.

State and local governments should also support native language speakers who move to urban areas. Insufficient bilingual services make it difficult for such migrants to access public goods and navigate government bureaucracy. Furthermore, widespread discrimination contributes to a hostile environment in which indigenous people often shy away from using their native language. More could be done to recognize and celebrate indigenous languages within urban environments. Policies that ensure bilingual services, fight discrimination in the workplace and classroom, and strengthen urban indigenous communities might stem the language loss correlated with migration.

It would be unreasonable to expect that further development in Chiapas will have no effect on indigenous languages. Education, gender equality, and migration all work against the recent pattern of language stability. But policies that increase the autonomy of indigenous communities and fight the stigma associated with urban migration could allow indigenous speakers to advance socially and economically without having to abandon their native tongues. If done right, indigenous languages can be preserved throughout the 21 st century and Chiapas will avoid the type of violent pushbacks that have characterized its recent history.

By Jordan Bazak,Research Associate at the Council on Hemispheric Affairs

Original research on Latin America by COHA. Please accept this article as a free contribution from COHA, but if re-posting, please afford authorial and institutional attribution. Exclusive rights can be negotiated. For additional news and analysis on Latin America, please go to LatinNews.com and Rights Action.

Featured image: Palenque, Chiapas. Taken from Flickr.

[1] All data, unless otherwise cited, comes from Mexico’s census bureau, the National Institute of Statistics, Geography, and Information (INEGI). Tables are available for download at the following link (http://www.beta.inegi.org.mx/proyectos/ccpv/2010/).

[2] This map was inspired by La Población Hablante de Lengua Indígena de Chiapas, a report released by the Mexican Census Bureau (INEGI) in 2004 using 2000 Census Data. The original can be found on page 7 here (http://docplayer.es/14571822-La-poblacion-hablante-de-lengua-indigena-de-chiapas.html). Using ArcGIS and data from the 2010 census, I construct an updated version.

[3] Indigenous municipalities are defined as municipalities in which over 50 percent of the population reported speaking an indigenous language in the given census year. This sample has remained remarkably consistent over the past two decades with somewhere between 30 and 35 municipalities depending on the Census.

[i] Will Grant, “Struggling on: Zapatistas 20 years after the uprising,” BBC, January 4, 2014. Accessed September 1, 2016. http://www.bbc.com/news/world-latin-america-25550654.

[ii] Isaín Mandujano, “Thousands of Chiapas teachers initiate a strike,” Chiapas Support Committee, May 16, 2016. Accessed September 1, 2016. https://chiapas-support.org/2016/05/16/thousands-of-chiapas-teachers-initiate-a-strike/

[iii] Greg Campbell, “The NAFTA War,” Center for the Advancement of Journalism, July 29, 1996. Accessed September 1, 2016. http://www.tc.umn.edu/

[iv] Jacobo García, “La reforma educative no sabe zapateco,” El País (Madrid), July 2, 2016. Accessed September 1, 2016. http://internacional.elpais.com/internacional/2016/07/02/mexico/1467464314_537564.html

[v] Ley General de Derechos Lingüísticos de los Pueblos Indígenas, Diario Oficial de la Federación, March 13, 2003. Accessed September 1, 2016. http://www.wipo.int/wipolex/en/text.jsp?file_id=220917

[vi] XIII Censo General de Población y Vivienda 2000, Instituto Nacional de Estadística y Geografía (INEGI). October 7, 2016.

[vii] Bárbara Cifuente and José Luis Moctezuma, “The Mexican indigenous languages and the national censuses: 1970-2000,” in Mexican Indigenous Languages at the

Dawn of the Twenty-First Century, ed. Margarita Hidalgo (Berlin: Walter de Gruyter, 2006), 191-248.

[viii] Ricardo Hausmann, Timothy Cheston, y Miguel Angel Santos, “La Complejidad Económica de Chiapas: Análisis de Capacidades y Posibilidades de Diversificación Productiva.” (CID WP No. 303, Harvard University, 2015), accessed August 16, 2016, http://growthlab.cid.harvard.edu/chiapas-project.

[ix] “Índice de Desarrollo Humano Municipal en México,” Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo en México, March 27, 2014. Accessed October 10, 2016. http://www.mx.undp.org/content/mexico/es/home/library/poverty/idh-municipal-en-mexico–nueva-metodologia.html

[x] “Country Comparison: GDP – Per Capita (PPP),” CIA Worldbook, 2015. Accessed October 10, 2016. https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2004rank.html

[xi] “Índice de Desarrollo Humano Municipal en México,” Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo en México, March 27, 2014. Accessed October 10, 2016. http://www.mx.undp.org/content/mexico/es/home/library/poverty/idh-municipal-en-mexico–nueva-metodologia.html

[xii] Dan Levy et al., “¿Por qué Chiapas es Pobre?” (CID WP No. 300, Harvard University, 2016), accessed August 16, 2016, http://growthlab.cid.harvard.edu/chiapas-project.

[xiii] “Salario relativo por hora de los trabajadores según nivel de escolaridad (2009),” in Panorama Educativo de México, Instituto Nacional para la Evaluación de la Educación, 324. Accessed October 10, 2016. http://www.inee.edu.mx/bie/mapa_indica/2010/PanoramaEducativoDeMexico/RE/RE02/2010_RE02__c-vinculo.pdf

[xiv] “Polación Hablante de Lenguas Indigenas,” Instituto Naciónal de Estadística, Geografía, e Informática (INEGI), 2004.

[xv] Ricardo Hausmann, Timothy Cheston, y Miguel Angel Santos, “La Complejidad Económica de Chiapas: Análisis de Capacidades y Posibilidades de Diversificación Productiva.” (CID WP No. 303, Harvard University, 2015), accessed August 16, 2016, http://growthlab.cid.harvard.edu/chiapas-project.

[xvii] “Chiapas, Educación, ” XII Censo General de Población y Vivienda 2000, Instituto Nacional de Estadística y Geografía (INEGI). September 14, 2016.

[xviii] Dan Levy et al., “¿Por qué Chiapas es Pobre?” (CID WP No. 300, Harvard University, 2016), accessed August 16, 2016, http://growthlab.cid.harvard.edu/chiapas-project.

[xix] Ricardo Hausmann, Timothy Cheston, y Miguel Angel Santos, “La Complejidad Económica de Chiapas: Análisis de Capacidades y Posibilidades de Diversificación Productiva.” (CID WP No. 303, Harvard University, 2015), accessed August 16, 2016, http://growthlab.cid.harvard.edu/chiapas-project.

[xx] Robert McCaa and Heather M. Mills, “Is education destroying indigenous languages in Chiapas?” Department of History, University of Minnesota, July 6, 1998. Accessed October 10, 2016. http://users.pop.umn.edu/

[xxi] Hirotoshi Yoshioka, “Indigenous language usage and maintenance patterns among indigenous people in the era of neoliberal multiculturalism in Mexico and Guatemala,” Latin American Research Review, 45.3 (2010): 5-35

[xxii] Robert McCaa and Heather M. Mills, “Is education destroying indigenous languages in Chiapas?” Department of History, University of Minnesota, July 6, 1998. Accessed October 10, 2016. http://users.pop.umn.edu/

[xxiii] Hirotoshi Yoshioka, “Indigenous language usage and maintenance patterns among indigenous people in the era of neoliberal multiculturalism in Mexico and Guatemala,” Latin American Research Review, 45.3 (2010): 5-35

[xxiv] Carolyn Gallaher. Interview with Author. Personal Interview. Washington D.C., September 28, 2016.

[xxv] “Traducen a lenguas indígenas Constitución en Chiapas,” El Universal (Mexico), August 17, 2016. Accessed August 27, 2016


See the Small Mexican Town Embracing Islam

In Chiapas, 400 Mexicans are building a new identity by merging their indigenous practices with Islam.

In photographer Giulia Iacolutti’s native Italy, the conversation about Islam revolved around fear and terrorism, but when she arrived in Mexico, she found none of that.

In 2014, a professor introduced Iacolutti to the imam of one of the mosques popping up around Mexico City to host a growing Muslim community. For a year, she embedded herself in their homes, rituals and feasts for a project called Jannah, an Arabic word that represents paradise in Islam.

A group of Sufi Muslims from Spain began building this mosque in the city of San Cristobal de las Casas to house the growing community in Chiapas.

Islam came to Mexico in spurts over the past decades, with immigrants from Lebanan and Syria, and even a group of Spanish Sufi Muslims who came to convert members of the Zapatista revolutionaries in the ‘90s. It caught on quickly. The country now has around 5,270 Muslims—triple what it had 15 years ago, Iacolutti says. An Arabic teacher helps them read the Quran and a scholarship offers a chance to study at a medina in Yemen.

In Mexico, which is largely Catholic, Iacolutti found that having a belief system is more important than following a particular religion. She spoke to Catholic mothers who didn’t want their daughters to convert to Islam, but were pleased when the change inspired a more pious way of life. “In Mexico it’s better to convert to Islam than in Europe,” she says. “They don't think of terrorists.”

“They want to build identity,” Iacolutti says of the new Mexican Muslims. “What is pleasing about Islam is that it brings practical actions in daily life: You have to pray five times each day. You can’t eat pork and you can't drink alcohol.” (Read more about progressive Muslim women)

Converts are fueling the growth in Mexico City, while high birthrates and large families spur it on in rural regions.

After a year of living with the community, Iacolutti asked for an introduction to the imams who tended to a rural community of Muslims in the southern state of Chiapas. By merging their indigenous practices with Islam, these 400 converts lived much differently than their Mexico City counterparts.

For one, they tend to blend in easily, since many indigenous women wrap their heads in scarves. “I want to speak my language, I want to put on the indigenous dress, but I also want to believe in allah,” they told Iacolutti.

But the remoteness makes it difficult to maintain important tenets of their religion. Chiapas is a poor state, and meat that has been butchered in accordance to Islam, called halal, is rare. During one holiday feast, Iacolutti watched as the community sacrificed two cows and immediately brought meat to their Christian neighbors. “One ideal of Islam is you have to help a person that is poorer than you,” she says. “It’s not important if you believe in another god—you are my neighbor and you can eat the same food.”

Iacolutti is an atheist, but she was never once asked to convert. In such a devout country, her subjects seemed unbothered by a nonbeliever in their midst. Once, in a conversation with a Muslim woman in Mexico City she felt a longing for the other’s faith. “I think you have a very rich life because you believe,” Iacolutti told her. “I don't believe. I see you and think you have a better life.”

The woman scolded her. “You take pictures,” she replied. “Your god is photography and beauty and information. You believe in this. I believe in allah.”


The cuisine of Chiapas: Dining in Mexico’s last frontier

Although the mention of Chiapas frequently brings to mind images of masked revolutionaries and steamy jungles, Mexico’s southernmost state is a beautiful combination of mountains, plains and seacoast where tourism is once again flourishing as people rediscover the wonders of a region with deep pre-Hispanic routes.

Long before the Europeans advanced into Chiapas from the north in the 1520’s, several indigenous groups, most of Mayan extraction, had built civilizations known for their cultural and technological development. Besides their contributions to the fields of mathematics and astronomy, the chiapanecos made significant progress in the area of agriculture. Slope irrigation and drainage produced an abundance of produce, including corn, cacao, bananas, mangos, watermelon, tobacco, beans, avocados and chiles. The number of crops later grew to include coffee, soy, cotton, sugar and an enormous variety of exotic tropical fruit.

In addition to farming, the terrain of Chiapas also proved ideal for cattle ranching. Named for the Chiapas Indians, who are believed to have migrated from what is now southern Nicaragua, the region was prime for the importation of the European stock that graze on the high plains. The introduction of bovine and wool-bearing animals bore an important influence on both the economy and cuisine of Chiapas.

Like most inhabitants of Mesoamerica, the chiapanecos have always depended first and foremost on corn as the dietary staple. Strong indigenous roots still influence Chiapan cooking, especially in the use of native herbs such as chipilin, a fragrant, tasty, thin-leaved plant, and hoja santa, the large anise-scented leaves that characterize much of southern Mexican cooking. These are often used in the many varieties of Chiapas’ famous tamales, with chipilin incorporated into the corn dough of some tamales and hoja santa used as a wrapping for others. Corn is also taken as a beverage, in the form of pozol, made with corn dough dissolved in water and flavored with chocolate and sugar or left to ferment and served ice cold. The black beans favored in the region make a tasty and nutritious compliment to the many corn-based meals and snacks.

Adding variety to the local diet are dishes prepared with the beef, pork and chicken that contributed to the formation of a creole cuisine. Although some indigenous groups still hunt deer and wild boar, this practice is becoming less common as these species are in danger of being hunted into extinction. Much more common is the use of beef, especially the thin cut called tasajo, which is prepared with a variety of sauces. One of the tastiest and best known of these is made with pumpkin seeds, an important ingredient in Chiapan regional cooking. Meat dishes are frequently accompanied by vegetables such as squash, chayote and carrots.

An offshoot of the beef industry is the making of cheese, much of it still done on a small scale on ranches and cooperatives. Among the most highly regarded of these artesanal cheeses are those of Ocotsingo, Rayon and Pijijiapan. Smooth, white rounds of Ocotzingo cheese with pale yellow rinds are specially ordered by restaurants and gourmets in different parts of Mexico.

As though the culinary resources provided by field and farm were not enough, Chiapan cuisine also makes use of the abundant fish and shellfish of the state’s Pacific coast. Bass, grouper, mojarra, sardines, shrimp, crab and clams are all frequent additions to the menus of the coastal region where, like their Oaxacan neighbors, the inhabitants preserve the shrimp harvest by drying what will not be prepared immediately. Dried shrimp are often combined with a fresh tomato salsa for an appetizer, and are an essential ingredient in the famous tamales juacanes, filled with a mixture of black beans, dried shrimp and pumpkin seeds.

Topping off a Chiapan meal or eaten as late afternoon or evening snacks, are the regional sweets: crystallized fruit, coconut candies, flans and compotes. San Cristobal de las Casas is famous for its sweets, chocolates and baked goods, as well as gourmet coffee. Other cities boast their own specialties.

In Tuxla Gutierrez, one may sample ningüijute, a seed-based pork mole, chispola, a beef and vegetable stew, and pictes, fresh sweet corn tamales. In Chiapa de Corzo, famous for its food and fiestas, cochito horneado, roasted suckling pig, is flavored with an adobo (paste) made with ground seeds and herbs. Comitan’s culinary offerings include hearts of palm salad in vinaigrette, and visitors to Palenque will find many versions of fried plantains, including those filled with black beans or cheese, on the menus. This pre-Hispanic site is located in a cattle-grazing area and the beef dishes here are particularly good.

With the many pre-Hispanic and European ingredients that produce such a wide variety of dishes, it is worth noting that, unlike other regional Mexican cuisines, this one does not rely heavily on chiles as an integral part of its recipes. Instead, they are normally served as condiments. The Chiapan chile de siete caldos, named for the fact the just one is enough to season seven pots of soup, and the tiny, dried red chile simojovel, are both far too hot to be used in quantity while cooking the food itself. Instead, chiapanecos much prefer a combination of slightly sweet seasonings in their main dishes. Cinnamon, plantains, prunes and pineapple are often used to flavor meat and poultry dishes.

The following is a selection of recipes that are worth trying at home and even better in beautiful Chiapas itself.


Chiapas typical food: featured dishes

The marked presence of indigenous cultures, such as the Olmeca or Mayan, plus the Spanish influence, mark the gastronomy of the area.

Likewise, its orography and the amount of crops that are presented in the State, such as corn, mango or chocolate give your food a wealth of ingredients.

1- Tamales of chipilín

The tamales are, with all their varieties, the main dish of this State, reflecting all the cultural influences of the zone. Among them stands the chipilín, a wild plant originating in the tropical areas of the region.

To elaborate it it is necessary to mix the leaves of this plant with mixtamal mass, which is nothing more than the corn cooked next to the lime and later husked and ground.

Then to this mass chicken and cheese is added and everything is wrapped in banana leaves

2- Holiday Soup

In its origins this soup was taken during the vigil of Holy Week in San Cristóbal de las Casas.

Over time, it was losing that union with religion, new ingredients were added and today it is found in many other celebrations and celebrations.

Currently, this dish, also called bread soup, includes white bread, poultry broth, raisins, green beans, banana, egg.

Nor can you miss the oregano and saffron that are the ones that give it its special flavor.

3- Shuti with momo

The use of shuti as an ingredient in many chiapanecos dishes goes back to pre-Hispanic times, when indigenous peoples already included them in their diet.

It is a river snail, with a characteristic black shell. They are very frequent in the area between Palenque and Ocosingo, as well as in areas near Tuxla.

This dish, in addition to these snails, contains chili, epazote and tomato broth. To use the shutis, you must first have several days feeding them on holy grass, in order to cleanse your stomach.

4- Pepita with Tasajo

The pipette with tasajo is the best known dish of Chiapa del Corzo, where it is usually taken at all important parties.

In this locality this plate is known like"the great food". At present, it can be found in many other cities of the state and is served at any time of the year.

This meal is prepared with strips of dried meat plus a sauce made with pumpkin seeds, tomato and rice. To this stew, spices like the achiote are added to it.

5- Pozol

Already the indigenous peoples who inhabited the region were drinking a drink made with corn masa, cocoa and pochotl grains, which give the recipe its name.

Not only did they take it to cool off, but the nutrients it contains are enough to almost replace a meal.

At present, it has become the drink that best represents Chiapas. It is usually drunk using a jicara of nose, a traditional fruit of the zone.

It is taken cold or at room temperature, with cocoa and sugar. The drink is accompanied by chili and salt or, depending on taste, sour with dry chile.


1994: The Zapatista uprising

A brief history of the rebellion in Chiapas in the jungles of Mexico, where hundreds of thousands of people rose up against the Mexican state and organised themselves into libertarian-inspired federated communes, which are still in existence today.

“¡Ya Basta!” ("Enough is Enough!") declared the EZLN (Zapatista National Liberation Army - named after the Mexican revolutionary Emiliano Zapata), as they burst to international attention on New Years day 1994.

The rebellion started in San Cristobal de las Casas, Chiapas, Mexico in the tradition of all peasant armies: ransacking town halls and burning land deeds! Destroying 10 government offices, freeing 179 prisoners, then attacking an army garrison, and in one town shooting down an army helicopter, and torching the town hall before quietly slipping back into the jungle. The timing for the international “audience” was crucial, coinciding with the controversial introduction of the North American Free Trade Agreement.

It didn’t take long for the state to respond, on January 4th ten towns near San Cristobal were bombed, 400 people died. On the 5th tanks arrived in the area along with more troops, yet more died. The government began to distribute black propaganda, and prevent human rights organisations entering Chiapas. The EZLN then withdrew to the jungle, and a tense ceasefire began on January 12th. Since then the Mexican army has been using a tactic of low intensity warfare (killing and displacing civilians), which continues to this day.

The Zapatistas have organised international “encuentros” attracting thousands of people from around the world which have been influential on the global anti-capitalist movement.

The Zapatista uprising has allowed over 1,100 communities in Chiapas of 300-400 people to organise federally into 32 autonomous municipalities where power lies at the base. Local decisions are taken at a local level and important decisions are made at a wider regional or municipal level, discussions continuing until something like consensus is reached. In these areas the people have much more control over their lives than before and women can play a much bigger role than traditional society allowed.

On the negative side the EZLN is hierarchically organised with officers of different ranks and high profile leaders. Their stated aim is a programme offering little more than liberal capitalism and it’s even backed up by appeals to the Mexican constitution.

Nevertheless, the struggle of the peasants in Chiapas has been inspirational to many people around the world and we send our solidarity to all those struggling for freedom and equality in Chiapas.